YiossufAdamgy
05-09-2004, 13:04
Prezados Irmãos, Assalamu Alaikum:
Por achar oportuno e actual, tomo a liberdade de aqui trascrever, para reflexão de todos, o texto do sermão que proferi, em 1999, na Mesquita de Nampula:
O CHAMAMENTO ISLÂMICO
PARA OS JOVENS
(Sermão proferido por M. Yiossuf Mohmed Adamgy, na Sexta-Feira, dia 10.Setº..1999 / 29.Jamad'al Awwal.1420, na Mesquita Central da cidade de Nampula, aquando da sua visita a Moçambique)
Prezados Irmãos, "Assalamu Alaikum".
Que a paz e as bençãos de Allah estejam com o Profeta Muhammad, com a sua família, com os seus companheiros e com todos os que esforçam por seguir o seu nobre exemplo.
A minha intervenção hoje, aqui, é, a convite do Sr. Presidente desta Comunidade Islâmica, irmão Abdul Hamid A. Satar Vali, a quem agradeço a amabilidade de me ter dado esta oportunidade, para vos falar sobre a importância dos Jovens Muçulmanos para a nossa Ummah.
?Mas ninguém acreditou em Moisés excepto alguns descendentes do seu povo, que viviam no temor de serem perseguidos pelo Faraó e pelos seus chefes; pois o Faraó era, na verdade, um tirano na terra e o que transgredia todos os limites?. (Alcorão, 10:83).
A palavra dhurriyah usada neste versículo significa literalmente "descendência". Mas Imame Al-Maudoodi interpretou-a como alguns jovens. Ele preferiu esta tradução porque o Alcorão empregou esta expressão particular para dar a ideia que eram alguns jovens ? rapazes e raparigas ? que tiveram a coragem das suas convicções ao abraçar e defender a verdade nesses tempos arriscados, quando os seus pais e os membros mais velhos da comunidade foram incapazes de o fazer.
O segmento mais velho da população estava muito preocupado com os seus interesses materiais, muito absorvido com a mundaneidade e muito impaciente em disfrutar de uma vida segura, para defender a verdade quando isso parecia convidar todos os tipos de perigos.
Pelo contrário, esta geração mais velha tentou persuadir os mais novos a afastarem-se de Moisés pela simples razão de isso chamar a ira do Faraó sobre eles e sobre outros.
O Alcorão sublinha este ponto, pois mais uma vez os que avançaram e apoiaram corajosamente o Profeta Muhammad (s.a.w.) não foram os mais velhos. Foram, sim, alguns jovens corajosos de Meca (ár. Makkah), os que abraçaram o Islão neste período inicial da sua história ? período da revelação destes versículosos ? e que apoiaram a mensagem da verdade apesar da feroz perseguição.
Este grupo era todo constituido por jovens que não conheciam uma vida livre de perigo e risco. Ali bin Abu Talib, Jaffar bin Aqil, Zubair, Tal-ha, Saad bin Abi Waqas, Mussab bin Umair e Abdullah bin Massud eram todos jovens e cada um deles, na altura de abraçarem o Islão, tinha menos de vinte anos.
De igual modo Abdur-Rahman bin Auf, Bilal e Suhaib estavam na casa dos vinte, enquanto Abu-Ubaidah bin Jarrah, Zaid bin Hariça, Omar bin Khattab e Osman bin Affan tinham entre trinta e trinta e cinco anos.
O mais velho entre estes companheiros era Abu Bakr. Quando abraçou o Islão, não tinha mais de trinta e oito anos. Ammar bin Yassir tinha a mesma idade do Profeta (a paz esteja com ele). Só um companheiro, Ubaida bin Harice era mais velho do que ele.
Moisés disse: Meu Povo! Se acreditais em Deus e sois verdadeiros muçulmanos, então confiai somente n'Ele.
Eles responderam: Nós confiamos em Deus. Nosso Senhor, não faças de nós uma senda para os opressores.
A súplica desses jovens devotos: "Ó Senhor! Não faças de nós uma senda para os opressores", cobre uma grande série de significados. Sempre que uma pessoa se levanta para estabelecer a verdade no meio da falsidade predominante, encontra opressores de todos os tipos. Por outro lado, há protagonistas da falsidade que gostariam de esmagar o símbolo ? defensores da verdade ? com toda a sua força disponível.
Por conseguinte, convida-se aos jovens Muçulmanos a aproximarem-se do Sagrado Alcorão e da Sunnah. Mudai as vossas vidas. Sejai um bom exemplo para os outros. Podeis ter muitas qualidades em vós dadas por Allah. Deus criou-vos para um excelente objectivo na vida. Vós não sois inúteis, mas sim muito úteis aos seres humanos. Preparai-vos em nome de Deus.
John Wesley disse:
"Façam todo o bem que puderem; de todas as maneiras que puderem; em todos os lugares que puderem; em todas as alturas que puderem; a todas as pessoas que puderem; durante o maior tempo possível".
O poeta do Oriente, Dr. Iqbal, disse maravilhosamente:
"Ó pássaro do Céu! A morte é melhor do que aquela condição, que muda o teu poder de voar cada vez mais alto, para a queda".
O Dr. Nazeer Shaheed disse tão corajosamente:
"Quando vos digo, saí para fazer trabalho de Da'wah Islâmico, vós entrais nas Mesquitas, onde algumas pessoas estão ocupadas em orações limitadas. Mas elas não conseguem mudar o mundo de acordo com os ensinamentos Islâmicos. Elas só parecem bonitas pombas. As suas vestes brancas são encantadoras. Elas chilreiam no tecto da Caaba (ár. Ka'bah) como uma peça de decoração, mais nada. Porque é que não vos dirigis aos jovens, que passam a noite em boites e casinos e em diversões. Eu penso que quando vos cruzais com eles no caminho, a vossa piedade começa a tremer. Desviais os olhos deles. Isto é correcto ou é uma cobardia?Talvez não tenhais amor ? mensagem para os jovens. É o vosso azar, meus irmãos! Deveis conquistá-los. Eles são muito importantes para se estabelecer a moral, a decência, a justiça e p bem-estar neste mundo conturbado".
O sangue jovem é como a coluna do corpo. Eles são na verdade falcões e águias. Eles podem mudar o destino da nação. Por favor, não os odiai, não os ignorai. Eles são muito úteis, benéficos e vantajosos.
Sabeis que, na história Islâmica, houve um jovem opressor em Meca, no tempo do abençoado Profeta (s.a.w). Torturou os pobres Muçulmanos, mental e fisicamente. Quando ele próprio se tornou Muçulmano, anunciou alto e a bom som entre os descrentes:
"Ó descrentes! Vós perseguis erradamente os inocentes Muçulmanos. Eu tornei-me agora Muçulmano. Quem quiser deixar os seus filhos orfãos e a sua mulher viúva, deve lutar contra mim. Estou pronto para isso, a qualquer nível".
Sabeis quem era esta jovem e brava personalidade? Era Omar ibn Khattab (r.a.). Quando ele se converteu ao Islão, a falsidade tornou-se, dia a dia, cada vez mais fraca.
Vou concluir este chamamento Islâmico aos nossos jovens com as seguintes palavras do nosso inigualável líder, cujo amado nome completo é Profeta Muhammad, bin Abdullah, bin Abdul Muttalib, bin Hachim, bin Abd Manaf, bin Kussay (p.e.c.e.):
No início, o Islão começou em circunstâncias estranhas, como uma ideia desconhecida. E virá novamente o tempo, em que será uma estranha ideia no mundo. Nessa altura, boas novas para quem pareça estranho e suposto ser banido do Islão, só para agradar a Deus.
Esta boa nova contada pelo nosso Profeta, paz esteja com ele, tem dois significados:
1) - Se defendermos firmemente o Islão tal como o nosso Profeta (s.a.w.) e os seus companheiros (r.a.), (fazendo uso, quando necessário na conjuntura actual, da Ijtihad) seremos bem sucedidos neste mundo e a primavera da humanidade voltará;
2) - A nossa entrada no Paraíso será fácil no Dia do Juízo Final, pela graça de Deus.
Que Deus nos escolha pela nossa obediência a Ele e pelo nosso cumprimento em seguir o exemplo humanístico do Profeta (p.e.c.e.), a fim de o encontrarmos no Dia da Ressurreição, com alegria e contentamento.
Wassalam.
Por achar oportuno e actual, tomo a liberdade de aqui trascrever, para reflexão de todos, o texto do sermão que proferi, em 1999, na Mesquita de Nampula:
O CHAMAMENTO ISLÂMICO
PARA OS JOVENS
(Sermão proferido por M. Yiossuf Mohmed Adamgy, na Sexta-Feira, dia 10.Setº..1999 / 29.Jamad'al Awwal.1420, na Mesquita Central da cidade de Nampula, aquando da sua visita a Moçambique)
Prezados Irmãos, "Assalamu Alaikum".
Que a paz e as bençãos de Allah estejam com o Profeta Muhammad, com a sua família, com os seus companheiros e com todos os que esforçam por seguir o seu nobre exemplo.
A minha intervenção hoje, aqui, é, a convite do Sr. Presidente desta Comunidade Islâmica, irmão Abdul Hamid A. Satar Vali, a quem agradeço a amabilidade de me ter dado esta oportunidade, para vos falar sobre a importância dos Jovens Muçulmanos para a nossa Ummah.
?Mas ninguém acreditou em Moisés excepto alguns descendentes do seu povo, que viviam no temor de serem perseguidos pelo Faraó e pelos seus chefes; pois o Faraó era, na verdade, um tirano na terra e o que transgredia todos os limites?. (Alcorão, 10:83).
A palavra dhurriyah usada neste versículo significa literalmente "descendência". Mas Imame Al-Maudoodi interpretou-a como alguns jovens. Ele preferiu esta tradução porque o Alcorão empregou esta expressão particular para dar a ideia que eram alguns jovens ? rapazes e raparigas ? que tiveram a coragem das suas convicções ao abraçar e defender a verdade nesses tempos arriscados, quando os seus pais e os membros mais velhos da comunidade foram incapazes de o fazer.
O segmento mais velho da população estava muito preocupado com os seus interesses materiais, muito absorvido com a mundaneidade e muito impaciente em disfrutar de uma vida segura, para defender a verdade quando isso parecia convidar todos os tipos de perigos.
Pelo contrário, esta geração mais velha tentou persuadir os mais novos a afastarem-se de Moisés pela simples razão de isso chamar a ira do Faraó sobre eles e sobre outros.
O Alcorão sublinha este ponto, pois mais uma vez os que avançaram e apoiaram corajosamente o Profeta Muhammad (s.a.w.) não foram os mais velhos. Foram, sim, alguns jovens corajosos de Meca (ár. Makkah), os que abraçaram o Islão neste período inicial da sua história ? período da revelação destes versículosos ? e que apoiaram a mensagem da verdade apesar da feroz perseguição.
Este grupo era todo constituido por jovens que não conheciam uma vida livre de perigo e risco. Ali bin Abu Talib, Jaffar bin Aqil, Zubair, Tal-ha, Saad bin Abi Waqas, Mussab bin Umair e Abdullah bin Massud eram todos jovens e cada um deles, na altura de abraçarem o Islão, tinha menos de vinte anos.
De igual modo Abdur-Rahman bin Auf, Bilal e Suhaib estavam na casa dos vinte, enquanto Abu-Ubaidah bin Jarrah, Zaid bin Hariça, Omar bin Khattab e Osman bin Affan tinham entre trinta e trinta e cinco anos.
O mais velho entre estes companheiros era Abu Bakr. Quando abraçou o Islão, não tinha mais de trinta e oito anos. Ammar bin Yassir tinha a mesma idade do Profeta (a paz esteja com ele). Só um companheiro, Ubaida bin Harice era mais velho do que ele.
Moisés disse: Meu Povo! Se acreditais em Deus e sois verdadeiros muçulmanos, então confiai somente n'Ele.
Eles responderam: Nós confiamos em Deus. Nosso Senhor, não faças de nós uma senda para os opressores.
A súplica desses jovens devotos: "Ó Senhor! Não faças de nós uma senda para os opressores", cobre uma grande série de significados. Sempre que uma pessoa se levanta para estabelecer a verdade no meio da falsidade predominante, encontra opressores de todos os tipos. Por outro lado, há protagonistas da falsidade que gostariam de esmagar o símbolo ? defensores da verdade ? com toda a sua força disponível.
Por conseguinte, convida-se aos jovens Muçulmanos a aproximarem-se do Sagrado Alcorão e da Sunnah. Mudai as vossas vidas. Sejai um bom exemplo para os outros. Podeis ter muitas qualidades em vós dadas por Allah. Deus criou-vos para um excelente objectivo na vida. Vós não sois inúteis, mas sim muito úteis aos seres humanos. Preparai-vos em nome de Deus.
John Wesley disse:
"Façam todo o bem que puderem; de todas as maneiras que puderem; em todos os lugares que puderem; em todas as alturas que puderem; a todas as pessoas que puderem; durante o maior tempo possível".
O poeta do Oriente, Dr. Iqbal, disse maravilhosamente:
"Ó pássaro do Céu! A morte é melhor do que aquela condição, que muda o teu poder de voar cada vez mais alto, para a queda".
O Dr. Nazeer Shaheed disse tão corajosamente:
"Quando vos digo, saí para fazer trabalho de Da'wah Islâmico, vós entrais nas Mesquitas, onde algumas pessoas estão ocupadas em orações limitadas. Mas elas não conseguem mudar o mundo de acordo com os ensinamentos Islâmicos. Elas só parecem bonitas pombas. As suas vestes brancas são encantadoras. Elas chilreiam no tecto da Caaba (ár. Ka'bah) como uma peça de decoração, mais nada. Porque é que não vos dirigis aos jovens, que passam a noite em boites e casinos e em diversões. Eu penso que quando vos cruzais com eles no caminho, a vossa piedade começa a tremer. Desviais os olhos deles. Isto é correcto ou é uma cobardia?Talvez não tenhais amor ? mensagem para os jovens. É o vosso azar, meus irmãos! Deveis conquistá-los. Eles são muito importantes para se estabelecer a moral, a decência, a justiça e p bem-estar neste mundo conturbado".
O sangue jovem é como a coluna do corpo. Eles são na verdade falcões e águias. Eles podem mudar o destino da nação. Por favor, não os odiai, não os ignorai. Eles são muito úteis, benéficos e vantajosos.
Sabeis que, na história Islâmica, houve um jovem opressor em Meca, no tempo do abençoado Profeta (s.a.w). Torturou os pobres Muçulmanos, mental e fisicamente. Quando ele próprio se tornou Muçulmano, anunciou alto e a bom som entre os descrentes:
"Ó descrentes! Vós perseguis erradamente os inocentes Muçulmanos. Eu tornei-me agora Muçulmano. Quem quiser deixar os seus filhos orfãos e a sua mulher viúva, deve lutar contra mim. Estou pronto para isso, a qualquer nível".
Sabeis quem era esta jovem e brava personalidade? Era Omar ibn Khattab (r.a.). Quando ele se converteu ao Islão, a falsidade tornou-se, dia a dia, cada vez mais fraca.
Vou concluir este chamamento Islâmico aos nossos jovens com as seguintes palavras do nosso inigualável líder, cujo amado nome completo é Profeta Muhammad, bin Abdullah, bin Abdul Muttalib, bin Hachim, bin Abd Manaf, bin Kussay (p.e.c.e.):
No início, o Islão começou em circunstâncias estranhas, como uma ideia desconhecida. E virá novamente o tempo, em que será uma estranha ideia no mundo. Nessa altura, boas novas para quem pareça estranho e suposto ser banido do Islão, só para agradar a Deus.
Esta boa nova contada pelo nosso Profeta, paz esteja com ele, tem dois significados:
1) - Se defendermos firmemente o Islão tal como o nosso Profeta (s.a.w.) e os seus companheiros (r.a.), (fazendo uso, quando necessário na conjuntura actual, da Ijtihad) seremos bem sucedidos neste mundo e a primavera da humanidade voltará;
2) - A nossa entrada no Paraíso será fácil no Dia do Juízo Final, pela graça de Deus.
Que Deus nos escolha pela nossa obediência a Ele e pelo nosso cumprimento em seguir o exemplo humanístico do Profeta (p.e.c.e.), a fim de o encontrarmos no Dia da Ressurreição, com alegria e contentamento.
Wassalam.