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YiossufAdamgy
02-07-2004, 18:21
O OCIDENTE FALHOU NO ESPIRITUAL (I)

Por: M. Yiossuf Mohamed Adamgy
Director da Revista Islâmica Portuguesa "Al Furqán"
In Jornal "Diário de Notícias", 28/06/2004


Em princípio, devemos referir o facto de que uma nação que chegou uma vez ao ponto alto da civilização pode criar uma nova, fazendo uso do lado luminoso do avanço científico ocidental, colocando-o numa estrutura de valores humano e espiritual e tornando-os de acordo com a legislação Divina. Deste modo, os defeitos da civilização contemporânea serão erradicados.

Todo o mundo está agora imerso completamente numa ilusão de que o avanço tecnológico ocidental nivelou o espaço e o tempo para o homem. Tornou a vida fácil para ele ao ponto de que as necessidades dele estão agora preenchidas cada vez que ele pressiona um pequeno botão. Mais, ele pode até dispensar botões em certas ocasiões: ao entrar em casa, a porta abre-se sozinha. Torneiras automáticas e escadas rolantes são alguns dos exemplos de combinações de luxo e conforto que a civilização ocidental oferece ao homem.

O homem também invadiu o espaço, explorou a lua e trouxe algumas das suas pedras e rochas para trabalhar no laboratório. Este avanço científico gigantesco nunca foi imaginado antes. Tais realizações são referidas no versículo: ?Ele cria o que não sabeis.? (An-Nahl (A Abelha):8 )

O Homem Recolhe Infelicidade desta Civilização

Vem agora a questão mais importante: Será que este avanço científico que permitiu ao homem viajar para a lua lhe trouxe felicidade?

A nossa realidade amarga mostra que a resposta é negativa. O conceito de conhecimento ocidental de materialismo puro deu apenas ao homem conforto físico, não conforto espiritual. Sim, o homem conseguiu alcançar as tecnologias topo de gama mas falhou para alcançar a paz de espírito. Isto levou a uma grande disparidade entre a aparência exterior do homem e o seu interior. A sua vida, embora decorativa e colorida, é vazia por dentro.

Tornou-se comum ouvir choros de angústia, medo, mágoa e desespero de pessoas do chamado mundo desenvolvido. Com todos os meios de conforto que possuem, falta-lhes a calma espiritual.

Não admira ver os psiquiatras desses países a terem sempre muito trabalho, com uma multidão de clientes trazendo as suas queixas sobre corrupção moral, preocupações, desintegração familiar, falta de estabilidade social e falta de solidariedade. Tudo isto culmina com as elevadas taxas de crime que levam ao aumento do medo e horror entre as pessoas.

A causa desta dor toda é a liberdade absoluta concedida ao homem que existe na civilização ocidental. Isto corrompeu a natureza interior do homem e falhou na parte de saciar as suas necessidades por preencher. Quanto mais quer preencher o seu desejo, mais anseia por luxos extra. O Ocidente não compreendeu que não existe liberdade absoluta no universo. Todos os planetas e estrelas movem-se em certas órbitas.

Navios e aviões seguem de certa maneira, porque se houver uma pequena mudança, isso pode levar a uma catástrofe fatal.

O homem não é a única vítima desta chamada civilização, vitimou também o ambiente. Poluição, lixos nucleares e químicos estão a colocar em constante perigo as espécies na terra. Que injúria é esta engenharia genética, que, em vez de dirigir os desgostos do homem, trouxe mais perigos. A doença das vacas loucas é só o começo.

Um poeta árabe diz:
Mesmo nos dias que estão para vir, / O resultado é o mais surpreendente.

Estes são os resultados naturais do trabalho do homem, quando ele perde o controlo e pensa que é ele o único controlador do universo e esquece que ele não é mais do que uma criatura e que ele tem que se render às leis do seu Senhor para que consiga prosperar.

[align=left:fc1ea06f03]Porque Sofrem as Pessoas?[/align:fc1ea06f03]

Os desgostos das pessoas derivam do facto delas terem esquecido o Senhor delas e assim Ele faz com que elas se esqueçam delas próprias. Agora, falta-lhes o líquido que guia a vida e olham para o futuro deles através duma perspectiva obscura. Elas são como um cadáver vivo que caminha na terra.

(Continua, icnch'Allah, na (II-Parte).

Wassalam.