Lay
05-05-2004, 03:40
Assalamu Aleikum
O Livre Arbítrio e a Predestinação
Isto nos trás à questão filosófica do livre arbítrio. Esse eterno dilema jamais poderá ser resolvido por pura lógica. Pois, se o homem desfruta do livre arbítrio em relação a todos os seus atos, isto afeta evidentemente a onipotência de Deus. Do mesmo modo, se Deus pré-estabelece o destino, porque então o homem deve ser responsável pelos seus próprios atos? O Profeta Mohammad recomendava enfaticamente aos seus seguidores que não se envolvessem em debates sobre este tópico, ?que já desvirtuou tantas pessoas que viera antes de vocês?; e ele separou as duas questões, ou seja, a onipotência de Deus e a responsabilidade do homem. Na verdade, não há lógica no amor, e o muçulmano ama o seu Criador; ele é incapaz de aceitar que Deus tenha atributos defeituosos; Deus não só é sábio e poderoso, como também é justo e misericordioso no mais alto grau. O Islam separa os assuntos celestiais, que são atributos de Deus, dos assuntos temporais, e insiste que os fiéis ajam; e uma vez que a vontade Divina repousa oculta ao homem, é dever deste jamais se desesperar após um fracasso preliminar, mas de tentar novamente e mais uma vez até que o objetivo ou é alcançado ou se torna impossível de realizar. O conceito islâmico da predestinação vem no último caso para consolar o homem: aquilo era à vontade de Deus, êxito ou fracasso nesse mundo não tem importância em relação à salvação eterna, assunto no qual Deus julga de acordo com as intenções e esforços e não de acordo com a medida de realizações e êxitos.
De acordo com o Alcorão (entre outras passagens) essa é a verdade que é sempre revelada por Deus aos Seus sucessivos mensageiros:
?Acaso, não foi interirado de quanto encerram os livros de Moisés? E os de Abraão, que cumpriu (suas obrigações)? Que nenhum pecador arcará com culpa alheia? E que o homem não obtém senão o fruto de seu proceder? E que seu proceder será examinado? Depois, ser-lhe-á retribuído com a mis eqüitativa recompensa? E que pertence a teu Senhor o limite?. (surata, v. 36-42).
Se o homem não se considerasse responsável pelos seus atos perante Deus, Todo Poderoso, ele não mereceria nem punição nem recompensa. Para resumir, já que o Islam separa completamente as suas questões, não é difícil ao Islam admitir ao mesmo tempo os requisitos do homem (esforço, senso de responsabilidade) e os direitos de Deus com todos s Seus atributos, incluindo o poder de predeterminar.
A predeterminação no Islam, tem um outro significado não menos importante, qual seja, de que é somente Deus Quem sozinho determina ao ato humano a qualidade de bem ou de mal; é somente Deus Quem é a fonte de toda lei. São as prescrições Divinas que devem ser obedecidas em todo o nosso comportamento; as quais Ele no comunica através dos Seus mensageiros escolhidos. Mohammad foi o último desses, e também aquele cujos ensinamentos foram melhor preservados. Não possuímos os originais das mensagens mais antigas, que sofreram danos nas infelizes guerras fratricidas da sociedade humana. O Alcorão não é apenas uma exceção à regra, mas constitui também a última mensagem Divina. É tido como convencional que, a lei de data mais recente revoga as disposições contrárias anteriores do mesmo legislador.
Concluindo, vamos nos referir a outra característica da vida islâmica: É dever do muçulmano não apenas obedecer à lei Divina em sua conduta diária, em sua vida como um indivíduo bem como parte da coletividade, e em sua vida temporal tanto quanto espiritual; ele também deve contribuir, de acordo com as suas capacidades e condições, para a propagação dessa ideologia que se baseia na revelação Divina e é destinada as bem-estar de todos.
Ver-se-á que um credo tão composto, abrange a vida inteira do homem, não somente material como também espiritual; e que de acordo com ele, cada um vive neste mundo em constante preparação pra a Outra Vida.
http://www.emocoesecarinhos.hpg.ig.com.br/x34.gif
Fonte: Livro Introdução ao Islam
Dr. Mohammad Hamidullah
Tradução: Samir El Hayek
http://www.emocoesecarinhos.hpg.ig.com.br/x34.gif
O Livre Arbítrio e a Predestinação
Isto nos trás à questão filosófica do livre arbítrio. Esse eterno dilema jamais poderá ser resolvido por pura lógica. Pois, se o homem desfruta do livre arbítrio em relação a todos os seus atos, isto afeta evidentemente a onipotência de Deus. Do mesmo modo, se Deus pré-estabelece o destino, porque então o homem deve ser responsável pelos seus próprios atos? O Profeta Mohammad recomendava enfaticamente aos seus seguidores que não se envolvessem em debates sobre este tópico, ?que já desvirtuou tantas pessoas que viera antes de vocês?; e ele separou as duas questões, ou seja, a onipotência de Deus e a responsabilidade do homem. Na verdade, não há lógica no amor, e o muçulmano ama o seu Criador; ele é incapaz de aceitar que Deus tenha atributos defeituosos; Deus não só é sábio e poderoso, como também é justo e misericordioso no mais alto grau. O Islam separa os assuntos celestiais, que são atributos de Deus, dos assuntos temporais, e insiste que os fiéis ajam; e uma vez que a vontade Divina repousa oculta ao homem, é dever deste jamais se desesperar após um fracasso preliminar, mas de tentar novamente e mais uma vez até que o objetivo ou é alcançado ou se torna impossível de realizar. O conceito islâmico da predestinação vem no último caso para consolar o homem: aquilo era à vontade de Deus, êxito ou fracasso nesse mundo não tem importância em relação à salvação eterna, assunto no qual Deus julga de acordo com as intenções e esforços e não de acordo com a medida de realizações e êxitos.
De acordo com o Alcorão (entre outras passagens) essa é a verdade que é sempre revelada por Deus aos Seus sucessivos mensageiros:
?Acaso, não foi interirado de quanto encerram os livros de Moisés? E os de Abraão, que cumpriu (suas obrigações)? Que nenhum pecador arcará com culpa alheia? E que o homem não obtém senão o fruto de seu proceder? E que seu proceder será examinado? Depois, ser-lhe-á retribuído com a mis eqüitativa recompensa? E que pertence a teu Senhor o limite?. (surata, v. 36-42).
Se o homem não se considerasse responsável pelos seus atos perante Deus, Todo Poderoso, ele não mereceria nem punição nem recompensa. Para resumir, já que o Islam separa completamente as suas questões, não é difícil ao Islam admitir ao mesmo tempo os requisitos do homem (esforço, senso de responsabilidade) e os direitos de Deus com todos s Seus atributos, incluindo o poder de predeterminar.
A predeterminação no Islam, tem um outro significado não menos importante, qual seja, de que é somente Deus Quem sozinho determina ao ato humano a qualidade de bem ou de mal; é somente Deus Quem é a fonte de toda lei. São as prescrições Divinas que devem ser obedecidas em todo o nosso comportamento; as quais Ele no comunica através dos Seus mensageiros escolhidos. Mohammad foi o último desses, e também aquele cujos ensinamentos foram melhor preservados. Não possuímos os originais das mensagens mais antigas, que sofreram danos nas infelizes guerras fratricidas da sociedade humana. O Alcorão não é apenas uma exceção à regra, mas constitui também a última mensagem Divina. É tido como convencional que, a lei de data mais recente revoga as disposições contrárias anteriores do mesmo legislador.
Concluindo, vamos nos referir a outra característica da vida islâmica: É dever do muçulmano não apenas obedecer à lei Divina em sua conduta diária, em sua vida como um indivíduo bem como parte da coletividade, e em sua vida temporal tanto quanto espiritual; ele também deve contribuir, de acordo com as suas capacidades e condições, para a propagação dessa ideologia que se baseia na revelação Divina e é destinada as bem-estar de todos.
Ver-se-á que um credo tão composto, abrange a vida inteira do homem, não somente material como também espiritual; e que de acordo com ele, cada um vive neste mundo em constante preparação pra a Outra Vida.
http://www.emocoesecarinhos.hpg.ig.com.br/x34.gif
Fonte: Livro Introdução ao Islam
Dr. Mohammad Hamidullah
Tradução: Samir El Hayek
http://www.emocoesecarinhos.hpg.ig.com.br/x34.gif