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Vizualizar Versão Completa : Mulher no Islão


YiossufAdamgy
08-04-2010, 10:38
Prezados irmãos,
Assalamu Alaikum:

Citação de Camilo Coelho:
«Coloquei hoje um novo artigo na minha página da internet, a ?Estudos bíblicos sem fronteiras teológicas (http://www.estudos-biblicos.com/)?
Na Secção de Textos de outras religiões (http://www.estudos-biblicos.com/Outras-relig.html) , sub-secção de Islamismo (http://www.estudos-biblicos.com/islamismo.html) , com o título de Mulher no Islão (YA) (http://www.estudos-biblicos.com/mulher-islao.html) http://www.estudos-biblicos.com/mulher-islao.html (http://www.estudos-biblicos.com/mulher-islao.html)
Trata-se dum artigo dum português islâmico sunita Mahomed Yiossuf Mahomed Adamgy (http://www.estudos-biblicos.com/Yiossuf.html), sufita que colaboradora na minha página, especialista em assuntos islâmicos, que vos convido a ler e divulgar em especial pelos pastores e Seminários de teologia e islâmicos que conheçam.
Fraternalmente
Camilo».


Mulher no Islão (Y. Adamgy)



Homens e mulheres são iguais perante Deus, e responsáveis pelos seus próprios actos. De modo idêntico, e uma vez no Além, ambos são recompensados pela sua fé e boas acções. Pois o Alcorão diz, textualmente:

? Jamais deixarei perder a obra de qualquer de vós, seja homem ou mulher: procedeis uns dos outros. (3:195).

? E quem quer que faça boas acções, seja homem ou mulher, e seja crente, entrará no Paraíso e não será prejudicado nem em tanto como num arranhão sobre o caroço de uma tâmara. (4:124).

? E elas (as mulheres) têm os mesmos direitos sobre eles, como eles os têm sobre elas. (2:228).

O casamento é fortemente encorajado, constituindo, quer um acordo legal, quer um laço sagrado. ?crescei e multiplicai-vos..disse Deus (Génesis 1:28). O Islão considera todas as mulheres, casadas ou não, indivíduos com os seus próprios direitos. Elas têm o mesmo direito que o homem de possuir bens próprios, ganhar dinheiro e gastá-lo. Os seus bens não passam obrigatoriamente a pertencer ao marido, após o casamento ou o divórcio, em termos religiosamente islâmicos, exceptuando acordos segundo o casamento civil, onde há casamento com comunhão de bens ou separação de bens, etc..


Ó fiéis, não vos é permitido herdar as mulheres, contra a vontade delas, nem as atormentar, com o fim de vos apoderardes de uma parte daquilo que as tenhais dotado, a menos que elas tenham cometido comprovada obscenidade. E harmonizai-vos entre elas, pois se as menosprezardes, podereis estar depreciando seres que Deus dotou de muitas virtudes. (Alcorão, 4:19).


A mulher tem o direito de escolher com quem quer casar e, após o casamento, não altera o seu último nome, em virtude do respeito que tem para com a sua linhagem.


Economicamente falando, todos os homens e mulheres constituem uma entidade legal independente. Ambos têm direito a possuir bens próprios, envolverem-se no mundo dos negócios e a herdarem. O direito à educação é uma realidade para ambos os sexos, assim como o direito ao emprego, desde que os princípios Islâmicos não sejam violados.


A busca do conhecimento é uma obrigação para todo o Muçulmano, seja homem ou mulher.

Em sociedade, é também exigida a formação de profissionais de ambos os sexos, para benefício do público. Nesta situação, as linhas orientadoras do Islão deverão ser mantidas.

Impedir que uma pessoa tenha acesso à educação vai contra os ensinamentos do Islão.


Os primeiros versículos do Alcorão Sagrado ordenam ao Profeta Muhammad (p.e.c.e.), bem como à sua Ummah (homens e mulheres), o seguinte:


Lê em nome do teu Senhor que criou; criou o ser humano de um coágulo (algo que se agarra). Lê: e o teu Senhor é o mais Bondoso, que ensinou pela pena; ensinou ao ser humano aquilo que ele não sabia. (Alcorão, 96:1-5)


Portanto, será extremamente difícil negar o facto de que o senhor Todo-Poderoso e Criador do Universo tenha começado a Sua Revelação Alcorânica pela seguinte ordem: ?Lê?; ler, é indicativo da importante proeminência de adquirir conhecimento por todos os Muçulmanos ? homens e mulheres.


Acentuando o mesmo ponto, o Profeta Muhammad (p.e.c.e.) disse:


? «A procura de conhecimento é um dever de todo o muçulmano (masculino e feminino)». ? (Baihaqui).

? «Procurai o conhecimento desde o berço até ao túmulo» (Muçulim).

? «Os crentes mais perfeitos são os melhores em conduta, e os melhores de entre vós são aqueles que são melhores para as suas esposas». ? (Ibn Hambal).

? «Quanto mais cívico e amistoso for um muçulmano para com a sua esposa, mais perfeita é a sua fé» ? (Tirmizi).

(Continua)

YiossufAdamgy
08-04-2010, 10:42
(Continuação)


A Respeito da palavra "Hur" referida no Alcorão


É posta, amiúde, esta questão: De acordo com o Alcorão, quando um homem vai para o Paraíso terá direito a hur, i.e. a "bonitas virgens". A que terá direito a mulher, quando for para o Paraíso?

1. A palavra hur é referida no Alcorão
Segundo estudos feitos, a palavra hur surge no Alcorão nada mais nada menos do que quatro vezes:
(1) - Para além do mais, dar-lhes-emos companhias de olhos belos, grandes e lustrosos. (44:54).
(2) - ... E dar-lhes-emos companhias de olhos belos, grandes e lustrosos. (52:20).
(3) - Companhias confinadas (no que respeita aos seus olhares) em edifícios magníficos. (55:72).
(4) - E (haverá) companhias de olhos belos, grandes e lustrosos. (56:22).

2. A palavra hur traduzida como "belas virgens"
Trata-se de uma figura de linguagem. Ou expressão metafórica.
Muitos tradutores do Alcorão traduziram a palavra hur como "belas virgens", especialmente nas traduções para Urdu. Se hur significa "belas virgens" ou moças, então a dádiva destina-se apenas aos homens. Assim sendo, o que ganharão as mulheres, se seguirem para o Paraíso?

3. O significado de hur
A palavra hur é, na verdade, o plural de ahwar (aplicável aos homens) e de haura (aplicável às mulheres), referindo-se a uma pessoa cujos olhos se caracterizam como sendo hauar, uma característica especial atribuída a uma alma bondosa, de homem ou mulher, que esteja no Paraíso, denotando a intensa alvura ou a parte branca do olho O Alcorão descreve em vários outros versículos que no Paraíso teremos azwaj, o que significa um par, um cônjuge ou companhia, o que significa que teremos cônjuges ou companhias puras e sagradas (mutaharratun significa puro e sagrado).

Anuncia (ó Muhammad) aos fiéis que praticam o bem, que obterão jardins, sob os quais correm os rios. Toda a vez que forem agraciados com os seus frutos, dirão: Eis aqui o que nos fora concedido antes! Porém, só o será na aparência. Ali terão companhias imaculadas (hur) e ali viverão eternamente. (2:25).

Quanto aos fiéis, que praticam o bem, introduzi-lo-emos em jardins, sob os quais correm rios, onde morarão eternamente, onde terão companhias imaculadas, e os faremos desfrutar de uma densa sombra.(4:57).

Assim sendo, a palavra hur não tem um género específico. Mohammad Asad traduziu a palavra hur como cônjuge, enquanto Abdullah Yusuf Ali a traduziu como companhia. Assim sendo, de acordo com alguns escolásticos, quer homens, quer mulheres, viverão beatificamente no Paraíso na companhia de almas puras a que não é possível associar, em rigor, um sexo específico.

4. As mulheres alcançarão algo de extraordinário no Paraíso.
Alguns escolásticos afirmam que, no seu contexto, a palavra hur usada no Alcorão pode-se entender que é direccionado a homens, o que não é verdade. Uma resposta aceitável para todos é aquela que é dada no hadith, quando se põe uma questão semelhante: ?Se os homens irão ter uma hur, uma bela virgem, no Paraíso, o que irão receber as mulheres?? A resposta dada foi que as mulheres irão receber aquilo que os corações delas não pediram, que os ouvidos delas nunca ouviram e que os olhos delas jamais contemplaram: tal indicando que as mulheres também receberão algo de extraordinário no Paraíso.

(Continua)

YiossufAdamgy
08-04-2010, 10:44
(Continuação / Conclusão)


O Machismo Masculino e o Mundo Muçulmano

São várias as pessoas que entendem o Islão como religião machista, que minimiza a mulher. Como prova do que afirmam, citam a condição feminina em alguns países Muçulmanos (1). O erro provém do facto de separarem a cultura de um determinado povo, dos verdadeiros ensinamentos da religião que esse mesmo povo pode professar. É espantoso que em muitas culturas mundiais, a opressão da mulher seja ainda uma realidade. Em vários países do Terceiro Mundo, a vida da mulher é horrível. Elas são dominadas pelos homens, sendo-lhes negados muitos dos direitos humanos básicos.


O Islão condena esta opressão. Trata-se de uma injustiça trágica culpar as crenças religiosas de uma religião por tais práticas culturais, quando os ensinamentos dessa mesma religião não convidam a tais comportamentos. Como atrás ficou citado, os ensinamentos do Islão proíbem a opressão feminina e enfatizam, de forma clara, que a homens e mulheres, é devido o mesmo respeito.


Infelizmente, certas pessoas associaram ao Islão, erroneamente, as práticas opressivas contra o sexo feminino, verificadas ainda em determinadas partes do Mundo. Uma dessas práticas consiste na antiga prática pagã, da mutilação genital feminina, por vezes, erradamente chamada ?circuncisão feminina?. Esta prática teve origem no Egipto, no Vale do Rio Nilo e áreas circundantes, onde ainda hoje é praticada.


A sua prática é comum entre vários grupos étnicos, de uma grande diversidade de crenças, em várias partes de África, especialmente na África do Norte. Muitas mulheres Africanas são vítimas deste costume bárbaro, horrível e degradante.


A mutilação genital feminina é uma abominação, totalmente proibida pelo Islão. (2)É lamentável verificar que, apesar de proibida, determinados grupos étnicos mantêm ainda esta prática, mesmo depois de terem aderido ao Islão, levando a que certas pessoas a considerem uma prática Islâmica.


Actualmente, à medida que estas pessoas obtêm um melhor conhecimento do que é o Islão, vão abandonando esta cruel prática pagã. A circuncisão masculina, contudo, é uma prática claramente Islâmica, tendo sido, de facto, ensinada pelos Profetas e Mensageiros de Deus, incluindo o Profeta Abraão (3) (a.s.= paz esteja com ele). Há que distinguir mutilação genital feminina da circuncisão masculina.

O racismo e todas as formas de fanatismo ou preconceito são também proibidos pelo Islão. Todas estas práticas são contrárias à lei Islâmica, sendo da responsabilidade de todos os Muçulmanos erradicá-las das suas sociedades.

_________________

NOTAS:

(1). Infelizmente, o facto de se tratar de um país ?Muçulmano?, não significa necessariamente que o governo ou o povo obedeçam à lei Islâmica (Chari?a).

(2). Precisemos imediatamente que é norma do Islão permitir, aos diferentes povos que aderem ao Islão, conservar os seus costumes, na medida em que, estes, não sejam contrários aos princípios e aos valores Islâmicos. Foi assim que o Islão aceitou a conservação dos costumes de excisão feminina. Esta excisão é, de facto, uma circuncisão, ou melhor, uma meia circuncisão, visto que não se trata senão da ablação de meio prepúcio que cobre a parte anterior da glande do clitóris.Convém, pois, não confundir esta excisão, com a ablação do clitóris (clitorectomia), a qual é rigorosamente proibida no Islão. Nos primórdios do Islão, o Profeta (p.e.c.e) encontrou-se, um dia, na presença de uma mulher que excisava uma menina e que lhe disse: «A circuncisão é um exemplo profético a seguir pelos homens e uma coisa apenas recomendável para as raparigas: raspa, não suprimas; a face embelezar-se-á e o marido ficará feliz». Este «embelezamento da face da esposa» é uma expressão típica do pudor Islâmico; significa que o prazer da mulher aquando da união sexual não será senão maior, de onde a alegria recíproca do seu esposo.
Como o podemos constatar, a verdade mesmo relativa ao respeito e à felicidade da mulher está nos antípodas das calúnias trazidas contra esta prática Islâmica, aliás, muito pouco utilizada. Assim sendo, é verdade que a ablação do clitóris se pratica ainda hoje em muitas regiões do mundo, e o mesmo para certas mutilações sexuais ainda mais importantes; e, infelizmente, pode-se encontrar nessas regiões povos mais ou menos islamizados, que, injustamente, mantiveram tais costumes degenerados e em total infracção aos princípios do Islão; em tais casos, no entanto, não é ao Islão que é preciso incriminar mas, pelo contrário, é «a falta do Islão» daqueles que concretizam estes actos revoltantes.

(3). O Profeta Abraão (a.s.) é o Enviado Divino que veio restaurar o Culto Monoteísta puro (dïn hanïf) para o ciclo pós Dilúvio que é o nosso. Ele é o exemplo do crente perfeito, em quem a natureza primordial do homem (fitra) está inalterada; natureza segundo a qual Deus criou o ser humano de acordo com a Sua própria Natureza (cf. Alcorão, 30:30). Apenas o ser que assim restaura completamente a pureza da sua natureza original está, verdadeira e inteiramente, consagrado ao seu Senhor. Por isso Deus disse: Vós tendes um bom exemplo em Abraão .... (Alcorão,60:4).
No exemplo de Abraão, que os Muçulmanos são ordenados a seguir através de muitas palavras Alcorânicas e proféticas, encontra-se a circuncisão masculina. Se esta circuncisão (kitan) é, geralmente, reconhecida como sendo uma medida eficaz de higiene, ela não é, no entanto, mais do que isso. Ela desempenha, de facto, um papel no conjunto dos rituais de purificação que permitem ao homem restaurar em si a sua perfeição original.
Certos sábios Muçulmanos em matéria de religião consideram a circuncisão como obrigatória (wájïb), outros consideram-na sunna muakkada (prática profética insistentemente recomendada).

Mahomed Yiossuf Mahomed Adamgy (http://www.estudos-biblicos.com/Yiossuf.html)
Lisboa ? Abril de 2010

El Cairo
10-04-2010, 19:14
Mais uma vez obrigada pelo texto.
Tenho lido praticamente todos e seguidos os últimos com mais atenção.
Espero que tenha sempre a amabilidade e a disponibilidade de os partilhar com todos nós. Ajuda a reflectir em muitas coisas que por vezes esquecemos ou não damos assim tanta importância, tal como um dos últimos textos que o irmão aqui colocou sobre a saúde e doenças dos dias de tensão que hoje se vivem, que também achei bastante interessante.
Salam,
El Cairo

YiossufAdamgy
12-04-2010, 12:39
Walaikum-as-Salam:

Obrigado pelas suas amáveis palavras.

Satisfeito fico, por ter achado interessante os textos referiudos.

Wassalam.
Yiossuf Adamgy

curioso
13-04-2010, 11:16
COnsiderando a analise feita nos textos muito interessante, a que se juntam as chamadas de rodapé, com as quais concordo, pois nunca devemos confundir tradições sociais e culturais locais com a religião, gostaria de deixar algumas duvidas.

1 - Sendo o Islão capaz de motivar as mais diversas interpretações, como alias qualquer religião, e não existindo uma hierarquia, aqui no conceito ICAR, não é esta questão da interpretação uma faca de dois gumes?

Ou seja permite que a boa interpretação seja contrarida por 10 mas interpretações, condicionadas pelos costumes e practicas locais.

2 - É o Islão ocidental igual ao Islão do resto do mundo?

A mim não me parece pois ambos são condicionados pelo costume e pela practica do meio.

Em suma não será aqui que reside a força e a frqueza do Islão?

Peregrino
13-04-2010, 17:15
COnsiderando a analise feita nos textos muito interessante, a que se juntam as chamadas de rodapé, com as quais concordo, pois nunca devemos confundir tradições sociais e culturais locais com a religião, gostaria de deixar algumas duvidas.

1 - Sendo o Islão capaz de motivar as mais diversas interpretações, como alias qualquer religião, e não existindo uma hierarquia, aqui no conceito ICAR, não é esta questão da interpretação uma faca de dois gumes?

Ou seja permite que a boa interpretação seja contrarida por 10 mas interpretações, condicionadas pelos costumes e practicas locais.

2 - É o Islão ocidental igual ao Islão do resto do mundo?

A mim não me parece pois ambos são condicionados pelo costume e pela prática do meio.

Em suma não será aqui que reside a força e a fraqueza do Islão?



Todo muçulmano pode interpretar por si, só que isto não terá validade fora do consenso, este faz-se entre os sábios e não pelos leigos...

Muitos dos problemas da nossa era advêm do fim do Califado em 1924.
O Islão enquanto religião e proposta para a sociedade não tem qualquer problema, já o factor político ainda não está reorganizado...
A religião tem as autoridades religiosas, Homens formados em teologia, reconhecidos e respeitados pelos muçulmanos em geral ( neste era pós Califado, enquadrados nas leis do estado-nação).
O problema do Ocidente bárbaro é ser incapaz de falar com estas autoridades.
Um dos mais conceituados teólogos, Yusuf Qaradawi, consta estar interdito de pisar solo britânico. Imaginam fazer o mesmo ao Papa, por este ter visões consideradas antiquadas :?:
Perdeu-se o exemplo sobre o que significa liberdade de expressão.


Nós só podemos ajudar o mundo muçulmano através do exemplo.
O que fazemos nós :?:
Invadimos, torturamos, massacramos idosos, mulheres e crianças em nome dos direitos "humanos". Trágico ou cómico...


Para não me afastar mais, respondo ainda à questão sobre se o Islão do Ocidente é igual ao do resto do mundo.
Caro Curioso, você sabe que pelo menos existem shias e sunitas, estes vivem muitas vezes no mesmo país, só isto mostra pequenas divergências.
Onde é que existe uniformidade do quer que seja :?:
Nem a Icar com um Papa como chefe supremo é uniforme.

curioso
13-04-2010, 18:24
Peregrino

O Islão ao não voz de comando teleológico, permite as mais diversas interprtações.

V/ pode aqui sentado dizer isto é Islão, aquilo não é Islão, ainda que aquilo seja practicado por milhões usando interpretações de sabios.

Eu não posso fazer isso. O Papa diz A o que posso eu como católico fazer?

Ou digo eu não quero mais nada com a ICAR ou aceito e faço o que le me manda. Não posso é dizer, aquilo que não é ICAR.

Na minha optica isso é uma força para o Islão mas tb um fraqueza.

Força, pois permite apresentar-se como uma religião flexivel e adaptavel, fraqueza porque sem voz de comando permite que se façam interpretações que prejudicam a imagem da propria religião.

Não faço nem fiz juizos de valor sobre este tema, faço uma constatação, nem digo que a ICAR é melhor nem pior. É diferente.

Quanto à questão do muçulmano ocidental.

Foi apenas um exemplo. Ou V/ acha que um muçulmano de Paris é igual a um de Cascais, ou que qq destes é igual a um do Irão?

Obvio que não pois todos são condicionados pelo meio.

Dferente não significa ser melhor ou pior. Significa ser diferente.

Peregrino
13-04-2010, 19:46
Curiosos,

Não o entendo, embora me esforce.
Se não o entendo é por não ver a diferença alguma entre as duas religiões em questão de interpretação ( especialmente desde que o Papa deixou de ser infalível)
Abranja todas as denominações cristãs e verá que cristãos e muçulmanos se aproximam nas divergências internas.

Existe comando, as escolas jurídicas são bem reais. O que sucede é como na ICAR, as pessoas fazem o que bem entendem.
Os católicos só têm a vantagem de viverem em sociedades de momento mais tranquilas...






Nota: Cascais e Paris os melhores lugares do mundo, escolheu bem os exemplos :srverde:
Numa nasci, noutra vivi(erei).

Ismail
13-04-2010, 20:03
Muitos dos problemas da nossa era advêm do fim do Califado em 1924.
O Islão enquanto religião e proposta para a sociedade não tem qualquer problema, já o factor político ainda não está reorganizado...
A religião tem as autoridades religiosas, Homens formados em teologia, reconhecidos e respeitados pelos muçulmanos em geral ( neste era pós Califado, enquadrados nas leis do estado-nação).

Deus permitiu que o Califado otomano fosse abolido talvez para nosso bem. Quem viu as atrocidades cometidas pelos últimos "califas" sabe muito bem que estes poderiam ser tudo, menos sucessores do Profeta.

O mundo muçulmano de então era muito pior que o de hoje. Apenas Turquia e Irã mantinham-se independentes das nações ocidentais (e nem tão independentes assim). O Norte da África, o Oriente Médio, o Paquistão e a Indonésia eram todas colônias de Inglaterra, França e Holanda.

Istambul (então sede do califado) era naquele tempo um porto abandonado, uma cidade velha com casas caindo aos pedaços, mostrando claramente no que o Mundo Islâmico havia se transformado em ruínas da glória que um dia foi realidade e que novamente será alcançada, Insh'Allah.

Peregrino
13-04-2010, 23:31
Estive a ler o texto com atenção. Poderia escrever sobre, a baixa alfabetização entre a população muçulmana, fazendo valer isto como argumento para entender porque o Islão não inverte o rumo das coisas. Prefiro, focar nisto;

«Os crentes mais perfeitos são os melhores em conduta, e os melhores de entre vós são aqueles que são melhores para as suas esposas». (Ibn Hambal)

A citação de Ibn Hambal, havia passado despercebida e se for quem penso, é fantástico. Ibn Hambal, o fundador de uma das escolas fiqh ( jurisprudência islâmica). A escola hambalita é a mais seguida na Arábia Saudita.

curioso
14-04-2010, 18:49
CAro Peregrino

Entender até que V/ entende, mas prefere fazer-se desentendido.

Como bem sabe ser critão não é ser católico, motivo pelo qual quando falo da falo da ICAR.

Na esteira da sua reposta sobre as diversas escolas de pensamento, meu caro, não consigo entender qd aqui muitos dizem, aquilo não é Islão, porque o Islão não diz aquilo pois eu interpreto desta e não daquela maneira.

Sem perceber V/ acabou de dar razão aos detratores do Islão, na medida em que diz, aquilo tambem é Islão!

Dito de outra maneira, onde eu sempre vi o Islão como uma religião que sofria as agruras de algumas más influencias mais derivadas de costumes locais do que da sua essência religiosa, V/ responde-me dizendo nada disso o Islão tem divergências e o mau tambem é Islão.

Ainda qt ao Papa.

Uma coisa é so católicosfazerem o que lhes dá na gana, outra é os católicos dizerem aquilo não é ICAR, pois no mau e no bom aquilo é mesmo ICAR.

Peregrino
14-04-2010, 21:27
Apagado, para impedir deturpar mais este tópico sobre as mulheres no Islão

curioso
15-04-2010, 09:00
Mantenho a minha ideia inicial.

O texto aqui colocado no inicio do tópico é muito bom e interessante e as notas de rodapé acompanham a qualidade do texto.

Como qualquer religião o Islão sofre as agruras da mistura entre costumes locias e religião.

Ismail
15-04-2010, 15:12
Infelizmente isto é verdade, muito embora quem sofra as agruras da mistura de costumes locais com religião seja a comunidade muçulmana, e não o Islam.

Marta Beatriz
08-06-2010, 22:20
olá,
Agradecia de saber como posso ter acess0o á parte que só entram as mulheres tenho duvidas sobre um assunto que é um tanto intimo que gostaria de falar apenas com mulheres.
Obrigada pela atenção e desde já peço desculpa por não estar a postar no local adequado, mas não sabia onde poderia fazê-lo.
Obrigada.

El Cairo
09-06-2010, 09:55
olá,
Agradecia de saber como posso ter acess0o á parte que só entram as mulheres tenho duvidas sobre um assunto que é um tanto intimo que gostaria de falar apenas com mulheres.
Obrigada pela atenção e desde já peço desculpa por não estar a postar no local adequado, mas não sabia onde poderia fazê-lo.
Obrigada.

Bem-vinda Marta Beatriz,
Enviei-lhe já uma Mensagem Privada. Em todo o caso, entre em contacto com o Senhor Tayeb, o Administrador
Salams,
El Cairo

Marta Beatriz
09-06-2010, 12:45
Olá,
Obrigada pela ajuda, tenho mesmo de falar com o Senhor Tayed porque não tenho permissão para entrar.
Obrigada.