Vizualizar Versão Completa : O que é a mulher no Islamismo?
El Cairo
27-02-2009, 17:08
Salam,
Antes de mais não pretendo com este tópico criar nenhuma discórdia, apenas gostaria que me esclarecessem para depois, sim, tirar as minhas ilacções.
Li que há uma sura (4.34) no Alcorão salvo erro que diz que Alá fez o homem superior à mulher. Além disso, consultei alguma biografia relativa e encontrei diversas interpretações, entre as quais, o facto de esta sura identificar a mulher como ser inferior em inteligência ao homem. Isto é verdade:?:
Que há diferenças entre os dois sexos já todos nós sabemos, mas daí a haver inferioridade intelectual, isto é algo que eu, como mulher, não admito de maneira nenhuma.
Na minha maneira de ver e pela forma como interpreto esta passagem, penso que esteja ligada à infidelidade de certas mulheres. Mas se assim for, também os homens que são infiéis, serão diminuídos intelectualmente...:?:
No entanto, gostaria que me esclarecessem, pois acredito que deverá haver uma interpretação fiel sobre a questão, e agradeço desde já a vossa atenção.
El Cairo
Salam,
Antes de mais não pretendo com este tópico criar nenhuma discórdia, apenas gostaria que me esclarecessem para depois, sim, tirar as minhas ilacções.
Li que há uma sura (4.34) no Alcorão salvo erro que diz que Alá fez o homem superior à mulher. Além disso, consultei alguma biografia relativa e encontrei diversas interpretações, entre as quais, o facto de esta sura identificar a mulher como ser inferior em inteligência ao homem. Isto é verdade:?:
Que há diferenças entre os dois sexos já todos nós sabemos, mas daí a haver inferioridade intelectual, isto é algo que eu, como mulher, não admito de maneira nenhuma.
Na minha maneira de ver e pela forma como interpreto esta passagem, penso que esteja ligada à infidelidade de certas mulheres. Mas se assim for, também os homens que são infiéis, serão diminuídos intelectualmente...:?:
No entanto, gostaria que me esclarecessem, pois acredito que deverá haver uma interpretação fiel sobre a questão, e agradeço desde já a vossa atenção.
El Cairo
De facto cara irmã o versículo no original árabe é sujeito a interpretações diversas, como podemos vêr na tradução de Yusuf Ali que não é mesma a de alguns outros tradutores.
No original em árabe lê-se:
"Al-rijal qawwamun 'ala al-nisa' bi ma faddala Allahu ba'duhum 'ala ba'din wa bi ma anfaqu min amwalihim. Fa al-salihat qanitat, hafizat li'l-ghayb bi ma hafiza Allah. Wa allati tukhafuna nushuzahunna, fa 'izuhunna wa ahjuruhunna fi'l-madaji' wa adribuhunna, fa in ata'nakum, fa la tabghu 'alayhinna sabilan. Inna Allah kana 'Aliyyan, Kabir."
A palavra "qawwamun"é sujeita a várias interpretações tendo em conta até os versículos que dão relevância às mulheres e consideram-nas iguais aos homens.
Yusuf Ali traduz "qawwamun" como "protectores e ganha pão".
Vou investigar mais e apresentar aqui outras provas irrefutáveis. Talvez outros membros queiram também pronunciar-se.
Ma'a-salaama,
A palavra "qawwamun" é interpretada como "protector" no seguinte artigo:
http://www.ljib.hpg.ig.com.br/a_libertacao_das_mulheres.htm
KarlsEduardo
27-02-2009, 18:47
Em Nome de Deus,O Clemente, O Misericordioso
======================================
Amigo El Cairo, você leu errado, alcorão só em arabe, o resto é versão traduzida.
A palavra em questão traduzida é "guardião" ou "protetor" .
" Os homens são os protetores(no sentido de guardião) das mulheres, porque Deus dotou uns (homens) com mais (força fisica) do que as outras (mulheres), e pelo o seu sustento do seu pecúlio. As boas esposas são as devotas, que guardam, na ausência (do marido), o segredo que Deus ordenou que fosse guardado. Quanto àquelas, de quem suspeitais deslealdade(traição), admoestai-as (na primeira vez), abandonai os seus leitos (na segunda vez) e castigai-as (na terceira vez); porém, se vos obedecerem, não procureis meios contra elas. Sabei que Deus é Excelso, Magnânimo. " [AlCorão 4:34]
Esta ai é uma boa tradução do verso. O homem é protetor fisico da mulher porque Deus deu ao homem mais força fisica do que a mulher.
Não ha machismo algum neste verso.
Fiquem com Deus
El Cairo
27-02-2009, 19:03
Salam KarlsEduardo,
O meu obrigada pela sua resposta que muito mereceu a minha atenção.
Como profissional de línguas, sei bem que o Alcorão só mesmo em árabe e tudo o resto serão traduções.
Se eu li errado é porque talvez tenha tido a infelicidade de ter encontrado uma tradução em mau "português" e claramente uma interpretação errada que alguém fez dessa sura.
Cumprimentos e mais uma vez obrigada pelo seu esclarecimento
A amigA,
El Cairo
El Cairo
27-02-2009, 19:14
De facto cara irmã o versículo no original árabe é sujeito a interpretações diversas, como podemos vêr na tradução de Yusuf Ali que não é mesma a de alguns outros tradutores.
No original em árabe lê-se:
"Al-rijal qawwamun 'ala al-nisa' bi ma faddala Allahu ba'duhum 'ala ba'din wa bi ma anfaqu min amwalihim. Fa al-salihat qanitat, hafizat li'l-ghayb bi ma hafiza Allah. Wa allati tukhafuna nushuzahunna, fa 'izuhunna wa ahjuruhunna fi'l-madaji' wa adribuhunna, fa in ata'nakum, fa la tabghu 'alayhinna sabilan. Inna Allah kana 'Aliyyan, Kabir."
A palavra "qawwamun"é sujeita a várias interpretações tendo em conta até os versículos que dão relevância às mulheres e consideram-nas iguais aos homens.
Yusuf Ali traduz "qawwamun" como "protectores e ganha pão".
Vou investigar mais e apresentar aqui outras provas irrefutáveis. Talvez outros membros queiram também pronunciar-se.
Ma'a-salaama,
Salam Tayeb,
Obrigada pela sua resposta que só agora vi. De facto, foi como já disse talvez tivesse encontrado uma má tradução num artigo online desta sura. Também procurei por essa palavra que refere e, que de facto, parece ser ela que marca toda a diferença no texto. Será sinónimo também de "musaitirun" (que está a cargo de alguém que é "absoluto"), ou seja o homem será visto como um tutor, um "cuidador" da mulher.
Mesmo assim, acho que este aspecto merece a nossa atenção, pois há muita incompreensão e má interpretação intencional ou não, divulgada nos principais meios de comunicação e, sendo assim há que debater e esclarecer as pessoas.
Cumprimentos e o meu muito obrigada,
El Cairo
Peregrino
27-02-2009, 20:22
Visto que sobre o texto as explicações foram dadas.
Vou comentar afastando-me ligeiramente do trecho citado.
A igualdade total é um aspecto da nossa cultura europeia, mesmo que na prática não seja aplicado.
Pelo que entendo, o Islão iguala o valor de homem e mulher, porém é desigual, no sentido que as responsabilidades e deveres divergem.
Pretendo separar Islão, daquilo que vou dizer, pois é a minha opinião sobre o feminismo.
Homem e mulher são diferentes, têm funções também elas diferenciadas no quadro familiar, e isto é coisa que devia ser salvaguardada.
Na nossa sociedade Ocidental, a mulher considera-se emancipada por, poder fumar como um homem, beber como um homem, ir à guerra como um homem, em suma, tornar-se homem. Esta luta feminista falhou, tomando então nova direcção, a da feminização da sociedade, tornando o homem em mulher...A consequência está a à vista, a desordem e transtorno da família tradicional...
Homens e mulheres não sabem mais qual a sua função, aumento da infelicidade...
Quando falo na importância de se definir papeis claros e diferenciados entre um homem e mulher, até para que os filhos recebam de forma adequada o bom exemplo, sou chamado de machista :lol:
Vejamos se isso é verdade,
Mulher poder trabalhar fora de casa, devia ser opção e não obrigação como a nossa sociedade impõe.
Pessoalmente, penso que as mulheres devem efectivamente ter uma vida profissional, só que esta não devia tirar-lhe tanto do seu tempo, pois considero que ambos os pais devam passar tempo com os filhos, considero mais relevante a presença materna.
Trabalho doméstico é tarefa de homem e mulher...
Desviando-me um pouco,
A bem dizer, seria necessário transformar toda a sociedade.
O nosso sistema é insustentável ecologicamente, causador da infelicidade humana. Nunca trabalhamos tanto como agora, tendo em conta os avanços tecnológicos.
Um primeiro principio, seria continuar a incentivar a baixa natalidade a nível mundial ( o planeta agradecia).
Depois, passar a produzir de forma adequada e para todos.
Temos meios de alimentar toda a população mundial (contando com estabilização da demografia e inversão da tendência), e prover com os produtos básicos de conforto( vestuário, electrodomésticos).
Bastava produzir-se produtos duráveis, em lugar de descartáveis.
Poderíamos construir uma sociedade onde o tempo livre seria enorme.
A capacidade de produção é gigantesca, por isso que o sistema montado incentiva o consumo exagerado. Porque não trabalhar só segundo as necessidades :?:
Não existiria crises económicas, e com a capacidade de armazenar alimento, também não creio que haveria problemas de maior.
Divaguei, para concluir, se fossemos inteligentes, a questão de poder constituir uma família, e disponibilizar tempo adequado à mesma, nem se poria. Pouco importa se homem e mulher trabalhariam, ambos poderiam prover a educação dos filhos de forma aceitável...
E repito a pergunta.
Porque não trabalhar só segundo as necessidades :?:
Antigamente eram precisas muitas pessoas para tirar alimento do campo, hoje as máquinas fazem a maior parte do trabalho...
E para terminar.
Imaginar uma sociedade onde se produziria segundo as reais necessidades humanas.
As mentes mais criativas poderiam criar arte para o prazer da comunidade.
Os cientistas, serviriam a humanidade por prazer...
E peço desculpa pela divagação, apeteceu-me sonhar...
El Cairo
27-02-2009, 21:56
Não tem de pedir desculpa Peregrino, na verdade, com a sua divagação todos nós podemos reflectir bem no(s) assunto(s) e seria tão bom que o progresso - uma das possíveis causas deste "desajustamento" de papéis entre homem e mulher - caminhasse no sentido correcto em vez de se desviar por outros caminhos que tendem sempre a melhorar, mas sem prever certas consequências.
Continuo na minha que o que define o papel da mulher numa sociedade é a cultura dessa mesma sociedade.
Salam
Esse tema so demonstra que o arabe é uma lingua muito versatil e que so lendo a traduçao nao chega....
É preciso saber o contexto historico bem como a jurisprudencia Islamica para que possamos perceber melhor aquilo que Deus quer dizer.
Naturalmente que a melhor explicaçao é a vida do Profeta. E quando pegamos a sua vida e directrizes, vemos que a palavra "qawwaámun" significa "responsabilidade" devido a qualidades que ele tem sobre as mulheres ( tal como os irmaos referiram, a força fisica,etc) e tambem pelo facto de ele ser o "ganha-pao" da casa.
Agora, nao caimos no erro que as mulheres nao tenham tambem em alguns factores da vida, vantagens sobre os homens ( o paraiso embaixo das mulheres, etc), ou seja,, quem ler profundamente os textos divinos verá que ambos sao diferentes, cada um com sua especialidade mas que, no fim tornam-se iguais, desde que cada um saiba aquilo que é e aquilo que é esperado de si.
Allah sabe melhor!
Peregrino
28-02-2009, 01:10
Lembrei do último sermão do profeta.
"Ó Povo, é verdade que têm certos direitos em relação às suas mulheres, mas elas também têm direitos sobre vocês. Lembrem que as tomaram como esposas somente sob a custódia de Deus e com Sua permissão. Se elas mantiverem os seus direitos então a elas pertence o direito de serem vestidas e alimentadas com gentileza. Tratem bem suas mulheres e sejam gentis com elas, porque elas são suas parceiras e ajudantes dedicadas. É seu direito que elas não façam amizade com quem não aprovem, e também que sejam castas."
El Cairo
28-02-2009, 15:26
Salam e obrigada por todas as vossas respostas. Na verdade, como sou leiga em certos assuntos e o que sei é muito pouco, daí ter pedido um esclarecimento, uma explicação da parte de pessoas entendidas.
ZeAntonio
11-03-2009, 22:01
Giuliana Sgrena, jornalista e correspondente de guerra italiana, conhecida pelas suas intervenções em nome dos direitos humanos e que ficou particularmente famosa pelo sequestro de que foi vítima no Iraque, em 2005, estará em Portugal na próxima sexta-feira, dia 13 de Março, para participar numa conferência centrada no tema ?A Discriminação da Mulher nos Países Muçulmanos?.
Refira-se que a jornalista é a autora da obra O Preço do Véu: A Guerra do Islão contra as Mulheres, que foi publicada em Portugal pela Pedra da Lua e na qual Giuliana Sgrena procura demonstrar como o uso do véu representa a opressão da mulher em muitos países islâmicos.
Uma conferência para assistir, a partir das 17h30, no Auditório Agostinho da Silva da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, no Campo Grande, em Lisboa.
Fonte: Amnistia Internacional - Portugal
http://www.amnistia-internacional.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=749&Itemid=114
Bem-vindo de novo Zé António.
Acho desagradável o seu post neste tópico. Devia ter feito um novo post.
Quanto ao tema da conferência para mim é o dejavue, a mania Ocidental de dizer 'somos superiores'. Será que a jornalista Giuliana Sgrena vai dizer-nos também que há mais de um milhão de viúvas no Iraque resultantes da guerra feita pelos aliados em que se inclui o seu país, Itália, e nos dirá quem é que tirou o monstro papão da opressão da mulher iraquiana da jaula onde se encontrava?
Cansa-me esta mania de misturar o Islão com os usos e costumes dos povos. Será o cristianismo responsável pelos padres que querem "papar" criancinhas, ou o negócio de sexo tem a haver com os ensinamentos de Jesus? De facto a desonestidade destes que clamam pelos direitos das mulheres com a mania de se afirmarem superiores é cansativo!
Fique bem Zé António. Veja se traz aqui uma discussão mais positiva.
El Cairo
12-03-2009, 03:30
Salam a todos(as),
Eu não queria ser mazinha, mas tenho de concordar com o Tayeb, o tópico foi aberto por mim e apenas pedi um esclarecimento sobre uma das passagens do Alcorão, sobre a qual obtive várias respostas. Não falei de "violência de género" ou de "violência doméstica" e nem destes problemas ocorrerem ou não em países muçulmanos. Estes são um problema global, não é específico daqui ou dali e de certeza que a resposta à pergunta que coloquei inicialmente, não a vou encontrar na palestra dessa senhora por muitas histórias que ela eventualmente tenha para contar.
El Cairo
Peregrino
12-03-2009, 14:16
Não quero ser desmancha prazeres.
O Zé António deu apenas a conhecer uma conferência que foca a discriminação das mulheres muçulmanas. Qual a intenção dele, pouco importa.
Independentemente de existir o mesmo na Europa, e de quais os motivos é facto que a vida das mulheres nos países muçulmanos não é a melhor.
O livro da jornalista é provocador, não sabendo os motivos, prefiro alhear-me dos mesmos. Não penso ser interessante dizer-se sempre, o Islão não é isso, nem permite tais actos contra as mulheres. Sabemos que de facto o Islão preconiza o respeito pela mulher. A pergunta sempre deve ser feita, então por que acontece tais actos contra as muçulmanas? Muitas vezes, dizem os algozes, apoiam-se na religião para tal.
Não tenho soluções para salvar a humanidade. O Homem nasce, é educado pela sociedade e logo sai corrompido. Torna-se cruel, é ensinado a competir com os outros, a espezinhar. Dentre estes, uns quantos aprendem a viver de forma menos selvagem.
Ocidente não é superior a qualquer outra civilização, a mesma crueldade existe.
Violência doméstica, abusos sexuais, espezinhar o fraco...Milhões de pessoas no Ocidente não tem um tecto, nem comida, e isto perante a indiferença.
Países Ocidentais fazem guerras, promovem embargos, impõem tratados injustos aos mais fracos, explorando-os.
A natureza humana é horrível, é a negação desta realidade que nos impede aprender a ultrapassar esta realidade. Vivemos negando, apontando o dedo aos outros, como se os erros alheios justificassem os nossos.
Simplesmente, não fomos ensinados a ser melhor.
Por isto tendemos a aceitar, justificar, e encontrar desculpas para não condenar os erros. Os Ocidentais, não muçulmanos, apontarão o dedo aos muçulmanos, e tenderão a reduzir e minimizar suas atrocidades.
O mundo é um lugar de extrema crueldade...
Nota: Talvez tivesse sido preferível, ter aberto um tópico para anunciar a conferência, pois deixaria intacto o tópico.
Tayeb poderia abrir o tópico novo e colocar lá as mensagens desde da enviada pelo Zé António.
Se ela tivesse escrito um livro sobre a descriminaçao das mulheres em todo mundo,,,se calhar nao vendia tanto.
Admitemos,,,hoje em dia a noticia sobre o Islao vende mais,,,,o resto é so conversas.
Alias, ja viram a novela "O caminho da India" ? Tentem ver como as mulheres hindus sao preparadas e tratadas...mas claro,, nao será rentavel escrever um livro sobre isso,,,alias nem um comentario ouvi sobre a novela,,,nem no forum nem nas minhas aulas. Porque será?
El Cairo
12-03-2009, 15:39
Olá Peregrino,
Ninguém aqui, pelo menos da minha parte, quis dizer nada em contrário ao que está dizer, apenas referi que esse anúncio que o ZeAntonio deixou nada teria a ver com o tópico iniciado e que muito provavelmente o que a senhora jornalista terá a dizer a mim não me esclareceria em nada. Palestras, discursos floreados e debates que não chegam a lado nenhum, já há de sobra.
As suas palavras não são indiferentes, todos sabemos que a maldade, o abuso, a crueldade sejam eles de que tipo forem existem por todo lado. No entanto, a tendência de apontar o dedo ao muçulmano que maltrata a sua mulher ainda persiste em muitas cabeças, quando na verdade o problema surge em toda a parte. Além disso, confunde-se muitas vezes o saber religioso com o saber social, embora andem associados, mas há que separar o trigo do joio. O tópico não teria a ver com a violência de género, mas sim com papéis de género (pela via religiosa), para ser mais clara e simplista.
Cumprimentos,
El Cairo
Peregrino
12-03-2009, 17:31
Se ela tivesse escrito um livro sobre a descriminaçao das mulheres em todo mundo,,,se calhar nao vendia tanto.
Admitemos,,,hoje em dia a noticia sobre o Islao vende mais,,,,o resto é so conversas.
Alias, ja viram a novela "O caminho da India" ? Tentem ver como as mulheres hindus sao preparadas e tratadas...mas claro,, nao será rentavel escrever um livro sobre isso,,,alias nem um comentario ouvi sobre a novela,,,nem no forum nem nas minhas aulas. Porque será?
Sem dúvida que o Islão é alvo de ataque, e é muito mais rentável.
Qual a atitude preferível a ter neste caso:?:
Não tenho resposta. Se for a de defesa, mostrando que o Islão não é isso, eles mostrarão um monte de crimes cometidos por muçulmanos, para dar entender o contrário.
Como estas coisas ultrapassam o comum dos mortais desses países, quanto mais nós que estamos longe.
O ignorar, conseguir fazer isto é, talvez, o adequado.
Quem se preocupa, pode sempre trabalhar com organismos sérios, que têm como missão alertar e melhorar a sociedade.
Falar é mais fácil que fazer, sempre tendemos a proteger-nos dos ataques.
Minha experiência diz-me, quanto mais os esclarecemos mais eles ficam felizes em seus ataques.
Isto levou-me a concluir, não é o Islão ou qualquer outra religião o problema, mas tão e somente, a natureza humana. O Islão, serve nos nossos dias como arma para se fazerem guerras lucrativas, tomar medidas inibidoras de nossa liberdade. Os jornalistas, políticos, etc precisam de inimigos para apresentarem suas ideias. Isto sempre foi deste modo.
Podem ver em países muçulmanos fazer-se o mesmo, hostilidade ao não muçulmanos e ao Ocidente. Por séculos, a harmonia foi a norma e agora caiu-se na agressão.
Por vezes, penso que realmente existe uma grande conspiração mundial.
Líderes Ocidentais e de países muçulmanos juntam-se todos à mesa, decidem como manipular suas populações para seu benefício. Se isto não ocorre, deve ser mera coincidência, pois eles jogam todos, motivados pelo mesmo, dinheiro e poder.
E cá estamos nós, vítimas colaterais:!:
Peregrino
12-03-2009, 17:33
Olá, El Cairo
Por isso que disse, talvez se pudesse criar um tópico novo, onde se colocasse este desenrolar paralelo ao assunto inicial.
Porém, mesmo sem ter a ver com o assunto inicial, podemos considerar que está no quadro do título do tópico.
YiossufAdamgy
12-03-2009, 19:23
Prezados irmãos,
Assalamu Alaikum:
«O que é a mulher no Islamismo»?
Penso que melhor será procurar saber o que é a mulher no Juadismo, no Cristianismo e no Islão. Não acham? Assim, ficaremos a saber, simultaneamente, qual o papel da mulher, sob o ponto de vista da Bíblia e o Alcorão. E depois, cada um tire as ilações que melhor entender.
Para conhecimento de cristãos e muçulmanos, os versículos da Bíblia e do Alcorão sobre o papel da mulher no Cristianismo e no Islão:
O Papel da Mulher:
O que diz a Bíblia:
? Mas quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo o homem, e o homem a cabeça da mulher; e Deus a cabeça de Cristo. (1 Coríntios, 11: 3).
? Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio. Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão. (1 Timóteo, 2: 12-14)
? E se um homem vender a sua filha como serva, ela não sairá como saem os servos. (Êxodo 21: 7)
? Nunca seja inscrita viúva com menos de sessenta anos, e só a que tenha sido mulher de um só marido; Tendo testemunho de boas obras: Se criou os filhos, se exercitou hospitalidade, se lavou os pés aos santos, se socorreu os aflitos, se praticou toda a boa obra. (1 Timóteo 5: 9,10)
O que diz o Alcorão:
? As mulheres têm direitos sobre eles, como eles os têm sobre elas, condignamente, embora os homens tenham um grau (de responsabilidade) sobre elas. E Deus é Poderoso e Sábio. (Alcorão, 2: 228)
? Os homens são os protectores das mulheres pelas qualidades (força) com que Deus os elevou acima delas, e porque eles as sustentam dos seus bens.(Alcorão, 4: 34)
? E concedei às mulheres (com quem casardes) os seus dotes, como presente espontâneo. (Alcorão, 4:4)
Comentário:
A Bíblia e o Alcorão concordam no que respeita à liderança do homem sobre a família. No entanto, diferem nas razões pelas quais é o homem o líder e quanto aos poderes desta liderança.
A Bíblia faz do marido a cabeça da mulher porque o homem é a glória de Deus, enquanto que a mulher é a glória do homem, e porque a mulher transgrediu e tornou-se pecadora.
Segundo a Bíblia, a mulher não está autorizada a ensinar ou a ter autoridade sobre um homem e deverá manter-se em silêncio; as boas mulheres são aquelas que lavam os pés dos santos; e, para além disso, um homem pode vender a sua filha, a qual não é livre de partir!
O Islão trata homens e mulheres de forma igual. A mulher tem os mesmos direitos que o homem. No entanto, o Islão atribui ao homem e à mulher responsabilidades que estão de acordo com as suas capacidades físicas e psicológicas. O homem, enquanto chefe da família, tem como dever ganhar dinheiro, para assim satisfazer as necessidades da sua esposa e filhos, como é o caso de uma casa, comida e roupas.
À mulher é atribuída a tarefa de cuidar da casa e educar as futuras gerações.
No Islão, a mulher não tem qualquer obrigação financeira. Ela não é sobrecarregada com qualquer outro tipo de deveres, que não os da sua casa e filhos.
Visto organização alguma poder funcionar com sucesso sem um líder, o marido é indicado como sendo o chefe da família, a qual é uma pequena organização. Sem um líder, a família estaria numa desordem total e o casamento poderia acabar em divórcio.
O Islão designa o marido como chefe da família por duas razões, referidas nos Versículos atrás citados: em primeiro lugar, as capacidades naturais do homem adequam-se melhor a esta responsabilidade e, em segundo lugar, o homem suporta as inquietudes financeiras causadas pelo sustento da família.
Bom... no que concerne ao papel da mulher, fico por aqui...
Wassalam.
khadijah
13-03-2009, 09:03
Salam Aleikom,
Insha'ALLAH esteja para breve o tempo em que nos países ditos Islâmicos as mulheres sejam tratadas, finalmente, como o Islão defende para que se acabe de uma vez por todas com a imagem absolutamente negativa que se tem da pobre e submissa mulher muçulmana.
Pelo menos quando se fala da mulher católica ninguém reage com ar de pena...
...é que ficar pela teoria não basta... é preciso passar para a prática e mostrar que realmente a mulher muçulmana tem muito mais direitos e é muito mais valorizada.
Como já várias vezes foi dito aqui, e peço ao irmão Youssuf que não me leve a mal pois tenho a maior admiração pelo seu trabalho, continuar a dizer que o homem é o sustentador da mulher, hoje em dia, está um bocado longe da realidade pelo menos da nossa realidade (da minha pelo menos). Portanto sem ser esse o argumento, com o que é que ficamos??
Também não importa dizer que na biblia podiam vender as filhas porque isso era naquele tempo e obviamente que o Sagrado Alcorão veio dar às mulheres direitos que elas não tinham. Mas daí para cá??? O que é que evoluiu??
Porque hoje se calhar a mulher nem quer ser sustentada, até gosta de ter uma profissão já que estudou (por exemplo) e tem formação académica... Parece-me que os argumentos em favor da mulher muçulmana têm de mudar porque a sociedade mudou...
Salam
Waalikum salam wa rahmatullah wa barakatuhu!
Graças a Deus que o Alcorão está para além dos tempos e circunstâncias, estando sempre actual.
"...o Sagrado Alcorão veio dar às mulheres direitos que elas não tinham..." e que muitas ainda não têm, mesmo nos países de... 1º e 2º mundo?!, Europa, América do Norte, Austrália, etc.
Mulheres com cursos e mestrados e doutoramentos e muito trabalho e stress, mas que não têm ainda todos os direitos que o Islão deu à mulher por mais livre que o seu país seja ou diz ser. Ai dela se algum dia aparecer numa conferência de lenço na cabeça, mostrando apenas as mãos e a cara! Nesse dia, toda a gente se esquece dos títulos que ela tem antes do nome.
Quantas destas mulheres (ok, não acontece só com mulheres) não têm problemas com familiares por causa de heranças mal distribuídas e da cobiça a esses casos inerente? No Islão correctamente seguido pelos Muçulmanos, não há margem para isso.
Quantas mulheres não perdem o primeiro passo dos seus filhos, a primeira palavra, as suas confidências, etc. por se dedicarem muito mais ao trabalho e negligenciarem o resto? (Não estou também a dizer que todas as mães que trabalham não saibam fazer uma gestão do seu tempo mais equilibrada)
Nem tão pouco sou contra o facto de uma mãe/mulher trabalhar fora de casa. Khadijah (que Allah esteja satisfeito com ela), mulher do Profeta (que a paz de Deus esteja com ele), tão honrada por Deus pela sua rectidão era mãe e trabalhadora e foi a primeira pessoa a converter-se ao Islão.
Mas sim, irrita-me o desprezo e enorme desvalorização que muitos têm pela mulher que opta por não trabalhar e ficar em casa a cuidar dos seus filhos e da própria casa como se isso não constituísse qualquer esforço e até auto-sacrifício... (não estou a dizer que esse tenha sido o caso da irmã Khadijah!)
Caro Peregrino
No primeiro texto V/ demonstra que é mesmo um pouco machista! :srverde:
Nos outros, não estando 100% de acordo reconheço a lucidez da analise!
O mal não está na religião, está no Homem!
Por vezes pergunto-me se os muçulmanos que frequentam este forum apenas conseguem aceder à literatura, ao cinema e aos jornais na parte em que se fala dos muçulmanos.
É uma duvida que resulta de se dizer que apenas se escreve sobre a violênica sobre as mulheres muçulmanas ou sobre este ou aquele assunto relacionado com o Islão.
Ou as cabeças estão formatadas para apenas aceder ao tema Islão ou então estamos a falar de má fé.
Explico.
No chamado ocidente, são inumeras as obras artisticas, jornalisticas propagandisticas etc. que criticam a ICAR, o sistema de valores ocidental, as guerras feitas pelo ocidente, etc.
Não aceito, nem acredito que alguem desconheça isso!
No chamado ocidente criticamos tudo e mais alguma coisa que com ele se relacione. Como é natural o Islão não deixa de ser criticado.
É natural é saudavel.
Errado é dizer o mundo islamico é perfeito porque Deus disse isto ou aquilo.
Será possivél alguem utilizar os ensinamentos de Deus para fazer o mal?
Será possivél alguem fazer uma mulher usar o véu contra sua vontade?
Será possivél alguem usar o véu como arma de limitação das liberdades da mulher?
Se a resposta for sim, passará pela cabeça de alguem que Deus quer que assim seja?
Caro irmão Peregrino,
Com o meu post só quis apontar que o post de Zé António podia ser colocado com um novo tópico a anunciar esta conferencia ou debate. Achei desporpositado colocá-lo dentro deste tópico.
Também fracamente cansam-me os italianos como esta jornalista e outta arrogante anti-islamica Oriana Fallaci. A Universidade Lusófona de certeza que escolheu o tema sonante como uma provocação para atrair atenção.
Enfim... haja paciência!
Ma'a-salaama,
Caro Peregrino
No primeiro texto V/ demonstra que é mesmo um pouco machista! :srverde:
Nos outros, não estando 100% de acordo reconheço a lucidez da analise!
O mal não está na religião, está no Homem!
Por vezes pergunto-me se os muçulmanos que frequentam este forum apenas conseguem aceder à literatura, ao cinema e aos jornais na parte em que se fala dos muçulmanos.
É uma duvida que resulta de se dizer que apenas se escreve sobre a violênica sobre as mulheres muçulmanas ou sobre este ou aquele assunto relacionado com o Islão.
Ou as cabeças estão formatadas para apenas aceder ao tema Islão ou então estamos a falar de má fé.
Explico.
No chamado ocidente, são inumeras as obras artisticas, jornalisticas propagandisticas etc. que criticam a ICAR, o sistema de valores ocidental, as guerras feitas pelo ocidente, etc.
Não aceito, nem acredito que alguem desconheça isso!
No chamado ocidente criticamos tudo e mais alguma coisa que com ele se relacione. Como é natural o Islão não deixa de ser criticado.
É natural é saudavel.
Errado é dizer o mundo islamico é perfeito porque Deus disse isto ou aquilo.
Será possivél alguem utilizar os ensinamentos de Deus para fazer o mal?
Será possivél alguem fazer uma mulher usar o véu contra sua vontade?
Será possivél alguem usar o véu como arma de limitação das liberdades da mulher?
Se a resposta for sim, passará pela cabeça de alguem que Deus quer que assim seja?
Caro curioso,
Deixe-me perguntar se uma pessoa pode andar por aí nú ou se só de cueca? Porque não, se a pessoa é livre de andar como quer?
Porque não podem haver bairros completos de nudismo sem restrições onde pessoas vestidas e nuas possam andar?
Concentra-se no véu como se fosse um papão de opressão. Alguém fala das viúvas ciganas andarem de véu (eu diria de chadôr...)? Alguém opõe-se que as mulheres devem colocar um véu quando se encontram com o Papa?
O Ocidente tem que aprender respeitar outras crenças e maneiras de estar e não andar com a arrogância de andar impor a sua maneira de vêr o mundo.
Ma'a-salaama,
khadijah
13-03-2009, 14:51
Irmã Hajar,
Assalamu Aleikom e que Deus me ajude a encontrar as palavras mais correctas.
Gostava de dizer e deixar claro que respeito mais que ninguém as mulheres que podem e escolhem ficar em casa a criar os filhos e tratar da casa e do marido. Certamente ninguém lhes dá o valor suficiente porque não é fácil para a maioria delas.
Outras há que têm a sorte de até ter empregadas e não trabalham absolutamente porque não precisam... cada caso é um caso e só Deus sabe das motivações de cada mulher.
Fui, graças a Deus, criada pela minha mãe que, embora católica, depois de casar nunca mais trabalhou e dedicou-se às filhas e à casa e, como temos uma pequena quinta, Deus sabe como ela trabalhou o dobro do que trabalha alguém fora de casa... portanto é tudo muito relativo.
Mas o meu ponto não era esse em absoluto.
O meu ponto é que se continua a afirmar que o homem é o sustentador da mulher e portanto ela lhe deve obediência e respeito. Então e quando ele não é o sustentador da familia? Quando esse papel é dividido pelos dois ou é mesmo mais pesado para a mulher? Porque não tenho dúvidas que é o que acontece em larga escala na sociedade actual, pelo menos na nossa em que a mulher trabalha (porque o ordenado de 1 só não chega para pagar a renda da casa e sustentar os filhos) e ainda tem a casa e os filhos para cuidar... nesse caso a mulher deve desrespeitar o seu marido?? Não foi Khadija quem "sustentou" o nosso profeta (saw)??
O meu ponto era de que sempre que posso vou à mesquita à sexta feira e quase podia afirmar que pelo menos 90% das minhas irmãs, na sua maioria oriundas de África, trabalham tal como eu e precisam do seu ordenado para pagar os encargos da familia.
O meu ponto é que se continua a tentar mostrar um Islão que eu não vejo.
Se me perguntares porque é que me converti, digo-te que me converti porque sempre tive fé em Deus e sendo Mohammed (saw) o último profeta enviado e o Sagrado Alcorão o último livro revelado, faz todo o sentido segui-los. Converti-me porque após ler o Sagrado Alcorão tive a certeza que não podia voltar atrás e que a Igreja Católica errou ao considerar Jesus como filho de Deus em vez de um profeta. Mas não me converti à espera de arranjar um marido que me sustentasse (embora a ideia até fosse agradável:lol:).
Este era mais ou menos o meu ponto de vista... que se deve chamar para o Islão através de argumentos válidos e aplicáveis hoje e sempre, aqui e em qualquer lugar do mundo e não por argumentos que dificilmente se aplicam à nossa realidade.
Salam
Caro Tayeb
V/ costuma ler tudo na diagonal ou é apenas no que ao que eu escrevo diz respeito?
Onde é que raio eu critiquei o véu?
Falei do véu porque nos texto anteriores alguem falava no véu, porque a jornalista italiana vem cá falar no véu, e porque alguem disse que ha sempre uma campanha contra o islão.
Eu repito o que disse:
Concordo com o Peregrino, no sentido em que a culpa não esta na religião está no homem.
Passará pela cabeça de alguem que Deus ordena o uso so véu como sinal de inferioridade da mulher?
Na minha não.
É concebivél que alguns obriguem as mulheres a usar o véu?
É
É concebivél que alguns usem o véu para limitar a liberdade feminina?
É
Isso é o Islão?
Não!
Foi Deus que assim quis?
Não!
E V/ discorda do que eu disse exactamente onde?
De onde é que se retira que eu olho para o véu como sinal seja do que for?
É mentira que alguns consideram, por interpretação do Alcorão, que a mulher é inferior ao homem?
Não!
Isso está no Alcorão?
Não!
A culpa não reside na religião, mas sim no homem!
Tayeb
Sinceramente V/ precisa de tirar férias. Mas mais do que tirar férias precisa de olhar para o mundo sem pre-conceitos.
Precisa de perceber que ser muçulmano não confere o diploma da perfeição.
Da mesma forma que muitos católicos fazem mau uso da Biblia, muitos muçulmanos fazem mau uso do ALcorão!
Quando V/ perceber isso e perceber em fim que AQUI ( onde V/ nem reside nem nada ) tão criticado é o Islão como a ICAR como tudo e mais alguma coisa, garanto-lhe que V/ irá passar melhor a sua mensagem!
Não criticou nem eu disse que o curioso criticou. Põs só pontos de interrogações. Não leve as coisas a nível pessoal caro curioso, acalme-se por favor. Está a vir aí o fim semana, e vou aproveitar a sua sugestão de tirar férias... Ainda não me esquecí um destes dias que devo um almoço ao Peregrino, e que aproveitarei para o convidar também.
ICAR é criticada, mas hoje em dia o Islão está na moda. A frequência de ataques à ICAR reduziram-se e os saudosistas da WOT (War on Terrorism) ainda não pararam apesar de haver uma grande mudança nos EUA. E cansa!
Caro Tayeb
O almoço será aceite com todo o prazer!
Do ponto de vista do entendimento entre religiões nada melhor que a WOT!
Já viu a enorme quantidade de gente que por causa dos acontecimentos da ultima decada se interessou pelo Islão.
Pena que muitas vezes a resposta seja dada mais no sentido dos que atacam o Islão de forma desinformada, do que no sentido daqueles que tendo muitas duvidas sobre o Islão aceitam a diferença e ainda se atrevem a colocar duvidas!
Irmã Hajar,
Assalamu Aleikom e que Deus me ajude a encontrar as palavras mais correctas.
Gostava de dizer e deixar claro que respeito mais que ninguém as mulheres que podem e escolhem ficar em casa a criar os filhos e tratar da casa e do marido. Certamente ninguém lhes dá o valor suficiente porque não é fácil para a maioria delas.
Outras há que têm a sorte de até ter empregadas e não trabalham absolutamente porque não precisam... cada caso é um caso e só Deus sabe das motivações de cada mulher.
Fui, graças a Deus, criada pela minha mãe que, embora católica, depois de casar nunca mais trabalhou e dedicou-se às filhas e à casa e, como temos uma pequena quinta, Deus sabe como ela trabalhou o dobro do que trabalha alguém fora de casa... portanto é tudo muito relativo.
Mas o meu ponto não era esse em absoluto.
O meu ponto é que se continua a afirmar que o homem é o sustentador da mulher e portanto ela lhe deve obediência e respeito. Então e quando ele não é o sustentador da familia? Quando esse papel é dividido pelos dois ou é mesmo mais pesado para a mulher? Porque não tenho dúvidas que é o que acontece em larga escala na sociedade actual, pelo menos na nossa em que a mulher trabalha (porque o ordenado de 1 só não chega para pagar a renda da casa e sustentar os filhos) e ainda tem a casa e os filhos para cuidar... nesse caso a mulher deve desrespeitar o seu marido?? Não foi Khadija quem "sustentou" o nosso profeta (saw)??
O meu ponto era de que sempre que posso vou à mesquita à sexta feira e quase podia afirmar que pelo menos 90% das minhas irmãs, na sua maioria oriundas de África, trabalham tal como eu e precisam do seu ordenado para pagar os encargos da familia.
O meu ponto é que se continua a tentar mostrar um Islão que eu não vejo.
Se me perguntares porque é que me converti, digo-te que me converti porque sempre tive fé em Deus e sendo Mohammed (saw) o último profeta enviado e o Sagrado Alcorão o último livro revelado, faz todo o sentido segui-los. Converti-me porque após ler o Sagrado Alcorão tive a certeza que não podia voltar atrás e que a Igreja Católica errou ao considerar Jesus como filho de Deus em vez de um profeta. Mas não me converti à espera de arranjar um marido que me sustentasse (embora a ideia até fosse agradável:lol:).
Este era mais ou menos o meu ponto de vista... que se deve chamar para o Islão através de argumentos válidos e aplicáveis hoje e sempre, aqui e em qualquer lugar do mundo e não por argumentos que dificilmente se aplicam à nossa realidade.
Salam
Esclarecida :) muito obrigada irmã.
YiossufAdamgy
14-03-2009, 21:27
Assalamu alaikum, irmã Khatijah:
O Islão não proíbe de a esposa trabalhar e ajudar o marido; se o fizer terá, naturalmente respectiva recompensa perante Deus, e o marido, também a agradecerá, visto que a responsabilidade do sustento da família recai sobre o marido (no Islão). Não se trata, aqui, de machismo.
Uma das bases fundamentais do Islão, citada claramente no Alcorão, é a liberdade religiosa. Diz o Livro Sagrado na Surata 2, versículo 256: "Não há imposição quanto à religião". Por tal motivo, o Islão submete a questão da crença e da incredulidade à vontade e à satisfação do ser humano. Diz o Alcorão na surata 16, versículo 125: "Chama para o caminho do teu Senhor através da sabedoria e através de uma boa exortação, convencendo-os da melhor maneira"; na Surata 18, versículo 29, diz: "Quem quiser crer, que creia e quem quiser negar-se a crer, que não creia".
E Deus é Quem sabe melhor.
Wassalam.
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