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Vizualizar Versão Completa : Direitos das mulheres


Tayeb
10-12-2008, 14:14
s3,

Um tópico que merece ser discutido. Para o efeito publico aqu um artigo da autoria do irmão Yussuf, cortesia da al-Alfurqan www.alfurqan.pt (http://www.alfurqan.pt) que poderá servir para se gerar uma discussão.

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Direitos das mulheres
por Yiossuf Adamgy

Arrumaste a casa?

O jantar já está pronto?

Deste de comer às crianças?

Lavaste-me a roupa?

Dia após dia, estas são algumas das questões que as mulheres ouvem, colocadas pelos seus próprios maridos, os quais consideram que estas mais não são do que simples empregadas ou máquinas geradoras de bebés. No entanto, uma esposa não é, nem uma coisa, nem outra.

Contudo, no meio de vidas atarefadas, tanto de homens como de mulheres, muitos são os maridos que esquecem a verdadeira razão subjacente ao casamento e, consequentemente, os direitos das suas esposas.

Subsequentemente, estes homens privam-se a si mesmos, às suas companheiras e aos seus filhos da felicidade e da tranquilidade que são, afinal, a base de uma família feliz. Esta noção errónea, relativamente àquilo que é o relacionamento ideal da vida em casal, é suficientemente má para mergulhar a família numa situação repleta de dissabores e de preocupações.

Inclusive, mesmo no seio de famílias religiosas islâmicas, é possível encontrar maridos que não possuem um conhecimento adequado a respeito dos direitos das suas esposas, e nem uma percepção clara do tipo de relacionamento que se pretende existir entre um casal.

É triste e, ao mesmo tempo, desolador, ver como, por um lado, um marido Muçulmano tenta cumprir todas as ordens de Allah e, por outro, esquece-se de seguir as Suas orientações no que respeita ao modo como é suposto lidar com a sua esposa. Fora de casa, ele é amável, paciente e sorridente. Mas, assim que entra em casa, o sorriso desaparece e dá lugar a um rosto zangado e triste, a amabilidade e a delicadeza transformam-se em nervosismo e em adversidade, e ele começa a berrar e a gritar ordens à sua esposa.

Este homem esquece-se que, não obstante o facto de serem muitos os desafios e as pressões por ele enfrentados fora de casa, a sua esposa pode também estar cansada, devido às suas ocupações domésticas e às suas responsabilidades para com as crianças. Ele esquece-se que também ela necessita de descansar após um longo dia de trabalho. Apesar de ser seu o dever de trabalhar fora de casa e de sustentar a sua família, o papel desempenhado pela esposa dentro de casa não é de menor importância. Pelo contrário, o papel por ela desemprenhado é, frequentemente, de maior importância, visto ser da sua responsabilidade educar os filhos e cuidar da família e do lar.

É frequente assistirmos à seguinte cena: a esposa sente-se cansada e pede ao marido que a ajude com a limpeza da casa, a lavagem da roupa ou a confecção das refeições. Ele recusa, como se fosse indigno de um homem ajudar a esposa. Não saberá ele que o Profeta Muhammad (s.a.w.), a pessoa a quem Allah (SWT) mais amou, ajudava as suas esposas nas tarefas domésticas? Não saberá ele que Omar Ibn al-Khattab forneceu receitas culinárias a um grupo de mulheres, isto de modo a ensiná-las a cozinhar? Poderia Omar tê-las ensinado, caso ele mesmo não soubesse cozinhar?

Jamais marido algum, não obstante o muito que trabalhe, poderá estar mais ocupado do que o nosso Profeta (s.a.w.), cujo dever era o de transmitir a Mensagem do Islão. Do mesmo modo, homem algum estará mais ocupado do que Omar, que tinha a seu cargo as responsabilidades de um Califa.
Choca-me saber que existem esposas que nunca ouviram uma palavra de amor ou apreço dos maridos. Quando lhe perguntaram qual a pessoa que ele mais amava, o Profeta (s.a.w.) não hesitou em dizer o nome da sua esposa A'ichah (r.a.). Consequentemente, ele declarou expressamente que um homem não se deve envergonhar por amar a sua esposa e nem por o dizer em público.

É igualmente lamentável saber que existem maridos que não falam com as suas esposas ou que não estão com as suas famílias, alegando não disporem de tempo, devido ao trabalho ou às tarefas de da'wa (divulgar/missionar a fé Islâmica). Embora o facto de se envolverem em actividades de da'wa fora de casa revele um carácter nobre, é igualmente necessário que tanto a esposa, como os filhos, recebam a sua atenção.

Interrogo-me de quantos serão os casais que vivem juntos, sem nunca sequer terem conversado um com o outro, ou de disporem de tempo para estar juntos. E que felicidade e tranquilidade será a que sentem, com esta lacuna a separarem-nos? Quem melhor do que uma esposa para partilhar da alegria e da tristeza de um homem? Quem mais o pode encorajar a enfrentar os obstáculos da vida, com perseverança e resignação? Quem melhor do que uma esposa para ouvir e guardar os segredos de um homem? Quem melhor do que uma esposa para ajudar a renovar a fé (iman) e os objectivos a atingir? O Profeta (s.a.w.) ensinou-nos que, o me lhor de entre os homens, é aquele que melhor trata a sua esposa. Não deveríamos nós seguir o exemplo do Profeta em todas as questões da nossa vida?

O Profeta (s.a.w.) dispunha de tempo para estar com as suas esposas, conversava com elas, ria-se com elas e, inclusive, até brincava com elas. Assim sendo, porque motivo nos afastámos nós deste exemplo?

A educação de uma criança não é uma tarefa da exclusiva responsabilidade da mãe, ao contrário do que algumas pessoas pensam. Trata-se de um acto que se supõe ser da responsabilidade de ambos os pais, ou seja, partilhado por ambos. Cada qual tem um papel complementar a desempenhar relativamente à família. Sem dúvida alguma que a maior responsabilidade pertence à mãe. Contudo, o papel desempenhado pelo pai é igualmente importante e têm um efeito enorme para a estabilidade da família. As crianças necessitam da presença e da força de um pai. Necessitam dele também para lhe colocar questões relativas aos seus trabalhos de casa, para que este as ajude a memorizar parte do Alcorão e a compreenderem algo da religião. Elas têm necessidade de sentir a sua presença, pronto a apoiá-las, caso necessitem dele.

Caros irmãos e maridos muçulmanos: a vossa esposa é a vossa companheira, a vossa outra metade e a parceira que vos acompanhará durante toda a vossa vida. Ela poderá ser a vossa hassanah neste mundo e a "benção da vossa vida", mas apenas se lhe permitirdes sê-lo. Ela é aquela que vos poderá fazer sorrir e, ao mesmo tempo, secar as lágrimas que escorrem dos vossos olhos. É-lhe possível proporcionar iman e felicidade à família, e encorajar-vos e instigar-vos a serdes pacientes e persistentes face aos desafios que tendes de enfrentar. A vossa esposa encontra-se sempre pronta a sacrificar seja o que for de modo a trazer a felicidade e a prosperidade à família.

Ninguém pode exigir que o casamento seja sempre feliz ou que nunca existam dificuldades a enfrentar. Mas, e caso a base do relacionamento seja forte e cada um dos conjugues esteja ciente dos direitos do outro, então, os obstáculos que surjam po- derão facilmente ser ultrapassados.
Não é minha intenção culpar todos os maridos pelos problemas que actualmente os casais enfrentam. Dirijo-me a um grupo específico de maridos Islâmicos: aqueles que estão mal informados e que não compreendem que uma família Muçulmana feliz e sólida pode apenas ser edificada tendo por base um forte companheirismo entre os conjuges.

Ines_Pt
10-12-2008, 23:02
Não acho que isso seja uma mensagem para os maridos Muçulmanos não informado mas também para todos... é preciso recordar que muitas dessas esposas também trabalham fora de casa para ajudar nas finanças do lar e depois tem nos seus ombros a casa, os filhos, o marido... e afins!

El Cairo
30-01-2009, 23:40
Salam Tayeb,

É um tema muito interessante para além de outros que tenho vindo a seguir aqui com atenção.
Para mim, o homem e a mulher são uma unidade, um complementa o outro e, sendo assim, ambos têm de se "apoiar" mutuamente para que os direitos de cada um nunca se percam num casamento.
Actualmente, entristece-me muito ver ou ouvir que esses direitos não existem num casamento, numa relação de trabalho, e por aí adiante.
Sim, concordo com a Ines_Pt, este texto deverá estender-se a todo aquele que priva a sua mulher dos direitos que lhe são conferidos legal e moralmente.

El Cairo

El Cairo
22-01-2010, 18:37
Salam,

Aproveito, embora tardiamente, para também transcrever aqui um texto da Revista Al-Furkan, edição de Março/Abril de 2008, que alude a este tema. Creio que nunca é demais relembrar e dar a conhecer (Também o transcrevi no fórum dedicado às irmãs).

1- Direito e dever de obter a sua educação.
2- Direito de trabalhar (emprego ou negócios) para ganhar dinheiro, que ela mantém.
3- Direito de ter uma recompensa igual por feitos e/ou trabalho igual.
4- Direito de expressar a sua opinião.
5- Direito de arguir e/ou defender a sua causa ou opinião para ser ouvida.
6- Direito de ter a sua propriedade como independente.
7- Direito de negociar termos de casamento à sua escolha.
8- Direito de ser sustentada pelo seu marido face a todas as suas necessidades.
9- Direito de obter o divórcio, mesmo com o simples motivo de que ela não gosta dele. No Islão, o divórcio é suposto ser o último recurso.
10- Direito de manter todo o seu dinheiro (pois ela não é responsável pelo sustento da família).
11- Direito de ser sexualmente satisfeita pelo seu marido.
12- Direito de ter a custódia dos seus filhos em caso de divórcio (salvo se ela não for capaz de os criar por razões válidas).
13- Direito de escolher um marido que lhe corresponda e a agrade.
14- Direito de recusar qualquer casamento que não lhe agrade.
15- Direito de casar de novo depois de um divórcio ou se enviuvar.

Ao conferir estes direitos às mulheres, são-lhes dado o controlo e a autonomia da sua vida privada e profissional.

Salamat,
El Cairo
http://www.myciw.org/forums/images/visionsgreen/misc/progress.gif

Orlando
22-01-2010, 18:44
Salam,

Aproveito, embora tardiamente, para também transcrever aqui um texto da Revista Al-Furkan, edição de Março/Abril de 2008, que alude a este tema. Creio que nunca é demais relembrar e dar a conhecer (Também o transcrevi no fórum dedicado às irmãs).

1- Direito e dever de obter a sua educação.
2- Direito de trabalhar (emprego ou negócios) para ganhar dinheiro, que ela mantém.
3- Direito de ter uma recompensa igual por feitos e/ou trabalho igual.
4- Direito de expressar a sua opinião.
5- Direito de arguir e/ou defender a sua causa ou opinião para ser ouvida.
6- Direito de ter a sua propriedade como independente.
7- Direito de negociar termos de casamento à sua escolha.
8- Direito de ser sustentada pelo seu marido face a todas as suas necessidades.
9- Direito de obter o divórcio, mesmo com o simples motivo de que ela não gosta dele. No Islão, o divórcio é suposto ser o último recurso.
10- Direito de manter todo o seu dinheiro (pois ela não é responsável pelo sustento da família).
11- Direito de ser sexualmente satisfeita pelo seu marido.
12- Direito de ter a custódia dos seus filhos em caso de divórcio (salvo se ela não for capaz de os criar por razões válidas).
13- Direito de escolher um marido que lhe corresponda e a agrade.
14- Direito de recusar qualquer casamento que não lhe agrade.
15- Direito de casar de novo depois de um divórcio ou se enviuvar.

Ao conferir estes direitos às mulheres, são-lhes dado o controlo e a autonomia da sua vida privada e profissional.

Salamat,
El Cairo
http://www.myciw.org/forums/images/visionsgreen/misc/progress.gif


Eu estou contra a regra 10

Peregrino
22-01-2010, 20:59
Orlando quer casar com uma mulher rica e ter direito de aceder à conta bancária :lol:


Sobre essa lista, a pergunta é, porque não se garante isso :?:

As pessoas matam-se por uns desenhos insignificantes, porém remetem-se ao silêncio perante a atrocidade. C' est la vie :!:

Orlando
22-01-2010, 21:27
Orlando quer casar com uma mulher rica e ter direito de aceder à conta bancária :lol:


Sobre essa lista, a pergunta é, porque não se garante isso :?:

As pessoas matam-se por uns desenhos insignificantes, porém remetem-se ao silêncio perante a atrocidade. C' est la vie :!:

Lol, não simplesmente acho que a ideia do homem manter a casa é uma bocado machista e está enraizado tambem na cultura ocidental o que leva quando o homem é despedido a sentir-se frustado e que chega a levar o casamento ao divorcio.

Quanto ao resto que o peregrino escreveu sublinho.

molana
22-01-2010, 21:42
Pois Orlando, mas o Alcorao "obriga" o homem a trabalhar e ganhar. Sim, se houver acordo entre o casal em dividir, optimo. (Alias actualmente tem de ser assim)

Orlando
22-01-2010, 21:44
Pois Orlando, mas o Alcorao "obriga" o homem a trabalhar e ganhar. Sim, se houver acordo entre o casal em dividir, optimo. (Alias actualmente tem de ser assim)
Então quando for despedido ou incapacitado vou ter de pedir divorcio.

molana
22-01-2010, 22:15
Se tiveres uma mulher insensivel..sim:)

El Cairo
26-01-2010, 17:15
Se a mulher for também como dizem na minha terra "madraça" (mandriona) e pensar que é o homem que tem de a sustentar, também é possível isso acontecer.

Peregrino
26-01-2010, 20:41
Se a mulher for também como dizem na minha terra "madraça" (mandriona) e pensar que é o homem que tem de a sustentar, também é possível isso acontecer.


Nos dias que correm, é certo :srverde:

El Cairo
27-01-2010, 01:13
Nos dias que correm, é certo :srverde:

Não sei se é certo ou não, o que sei é que também nos dias que correm há muitos "madraços" que gostam de se apoiar na mulher.
Há de tudo um pouco como na farmácia.
Mas, retomando o ponto 10 que foi referido pelo Orlando e que nos levou até aqui e foi por mim esquecido... Se casar é unir em toda a sua verdadeira acepção, então porque não também unir os rendimentos e partilhar despesas? Concordo que ambos devam contribuir na mesma proporção para qualquer despesa que um casal tem.
No caso de um ou outro gastar exageradamente, então é impor alguma regra e contenção. Nada como um bom regime financeiro!